Queda em idosos?

Queda em Idosos

1 de dezembro de 2016
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A queda é um acontecimento bastante frequente em idosos e é considerada um evento importante na fragilização e declínio da saúde.

É um grande desafio para o médico identificar de forma precoce idosos com maior chance de quedas, pois as chances de lesões graves se instalarem aumentam com o avanço da idade.

Evitar a queda é sempre uma boa prática , sendo um dos indicadores de qualidade dos serviços para idosos.

Dados do brasil mostram que em torno de um terço de todos os idosos tem queda ao menos uma vez e 13% caem de forma recorrente, ou seja mais de uma vez.

shutterstock_68989549Após a queda propriamente dita, existem medidas curativas que devem ser aplicadas pelo médico assistente, porém a prevenção em todos os casos, tanto naqueles que já caíram como naqueles que nunca passaram por tal risco, torna-se o melhor “remédio”. Portanto devemos intervir nos seguintes fatores de risco para evitar as quedas:

1- Fraqueza muscular de membros inferiores:

Programas de fortalecimento muscular, geralmente mais eficazes quando realizados para grupo de idosos e de risco, preferencialmente supervisionado por um fisioterapeuta.

2- Distúrbios do equilíbrio:

Treinos de equilíbrio, neste caso o Tai Chi Chuan, é muito recomendado, pode ser feito em casa, porém deve ser monitorado por um fisioterapeuta.

3- Distúrbios de marcha:

Prescrição e adaptação de dispositivos de ajuda como bengalas e andadores também mais eficazes quando acompanhados por um profissional de fisioterapia

4- Deficits visuais:

Visitas anuais ou bianuais ao oftalmologista para adequação constante de lentes corretivas, correção cirúrgica, se necessário, de patologias como catarata, por exemplo. Obs. O uso de multifocais deve ser evitada.

5 – Deficit auditivo:

Uso e prescrição adequados de aparelhos de amplificação sonora (aparelhos de surdez)

6 – Hipotensão postural(tonturas ao levantar, provocadas por quedas de pressão):

Revisão da medicação, elevação da cabeceira da cama e orientação quanto a movimentos bruscos.

7 – Riscos ambientais:

Modificação ambiental deve ser proposta a família e costuma ser eficaz quando supervisionado por um terapeuta ocupacional com as alterações sugeridas realmente praticadas. Essas mudanças podem ser por exemplo, tirar tapetes de casa, colocar barras no banheiro e etc.

8 – Tonturas :

Presença de quadro de vertigem deve ser diagnosticado por um Otoneurologista,e se constatada síndrome vestibular (tratamento da vertigem e tontura), a reabilitação vestibular deve ser implantada.

9 – Necessidades específicas:

Evitar a ingestão de líquidos a noite, deixar uma luz noturna acesa, usar fraldas noturnas.

10 – Distúrbios de comportamento

Avaliação do estado de confusão mental, adequar o sono, evitar estresses, vigilância contínua

11 -Parkinson, AVC, neuropatias, demência

Apenas fazer uso de remédios de forma adequada, indicada por neurologistas, psiquiatras, geriatras e fisioterapia específica.

                                                                                                                                                                                                                                                 Texto por: Luis Horacio CRM: 44847  drluishmello-geriatra

 

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