Doença do refluxo gastroesofágico - Clínica Fares

Doença do refluxo gastroesofágico

26 de maio de 2017
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Quem já não sentiu uma queimação na região do estômago? Ou teve a desagradável sensação de sentir o ácido ou restos alimentares subirem até a garganta? Estes são os principais sintomas da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Na realidade todos nós apresentamos de forma normal episódios de refluxo durante o dia, principalmente após as refeições. Quando esses episódios se tornam muito frequentes, mais duradouros e os sintomas aparecem de forma recorrente estamos diante de um processo patológico (anormal) que é a DRGE.

A DRGE é uma doença crônica, muito prevalente e uma das principais causas de consultas médicas no nosso meio. Consiste no retorno do ácido e/ou conteúdo do estômago de forma ascendente para o esôfago e/ou outros órgãos adjacentes.  Como a mucosa do esôfago não é resistente ao ácido clorídrico produzido no estômago, ela acaba sendo “agredida” provocando alguns danos como a esofagite de refluxo. Trata-se de um processo inflamatório que leva ao sintoma de queimação. Além da queimação o outro sintoma típico da DRGE é a regurgitação, que consiste no retorno do ácido e/ou restos alimentares até a boca. Outros sintomas conhecidos como atípicos podem ocorrer como: rouquidão, pigarro, tosse, sensação de “bola” da garganta, erosão dentária e até forte dor no peito, parecida com a dor do infarto. Esses sintomas atípicos aparecem quando o ácido atinge porções mais altas do esôfago bem como órgãos vizinhos (Laringe, Brônquios, cordas vocais, etc.).

A doença tem vários fatores causais, sendo o principal a abertura incoordenada e fora de hora da “válvula” do esôfago que impede o retorno do ácido. Dentre algumas condições que predispõe a doença temos o cigarro, a ingesta de bebida alcoólica e a Obesidade. A hérnia de hiato também pode ser um facilitador para o aparecimento da doença.

O melhor exame para definir a presença de DRGE é Phmetria esofágica, porém a endoscopia é o exame mais largamente utilizado porque além do diagnóstico permite também avaliar a presença de complicações bem como consegue tratá-las.

Na maioria dos casos os pacientes apresentam sintomas, porém ainda sem danos a mucosa (porção mais interna do órgão). Nesse caso é importante o acompanhamento médico para se evitar as complicações da doença, que são: esofagites de refluxo, úlceras esofágicas, estenoses (diminuição do calibre do esôfago), sangramentos e esôfago de Barrett, que é uma condição pré-maligna que se desenvolve por uma adaptação da mucosa do esôfago para tentar “suportar” a agressão do ácido. Essas complicações acometem principalmente os homens, brancos, com sobrepeso ou obesidade e normalmente após os 50 anos.

O tratamento consiste em medidas comportamentais para se evitar o refluxo, medicamentos que diminuem a acidez e em último caso as cirurgias antirefluxo são necessárias. Entre as medidas comportamentais nós temos: a elevação da cabeceira da cama ao deitar, evitar refeições volumosas, preferir fazer refeições com menor quantidade e maior frequência, deitar somente 2h após as refeições, suspender o álcool e o cigarro, evitar alguns alimentos que possam irritar o esôfago e que estejam causando sintomas. Entre esses alimentos irritantes destaco: chocolates, refrigerantes, frituras, alimentos gordurosos e muito condimentados. Algumas medicações como os Anti-inflamatórios também podem promover irritação do órgão.

Os inibidores da produção do ácido como o Omeprazol são as medicações que apresentam as melhores respostas ao tratamento, com importante regressão dos sintomas e dos danos à mucosa. Eles devem ser usados, em sua dose habitual, por um período de 4 a 8 semanas, podendo ser necessário dobrá-la a dependendo dos sintomas do paciente.

A cirurgia antirefluxo (Fundoplicaturas) fica reservado, principalmente, para os casos de insucesso do tratamento clínico, em alguns tipos de complicações ou para pacientes jovens que precisarão tomar medicações por um longo prazo.

Se você apresenta alguns dos sintomas da doença procure um dos Gastroenterologista da clinica fares para que ele solicite os exames necessários e realize o tratamento adequado para que possamos “apagar esse incêndio” de uma forma definitiva.

Texto por: Dr. Túlio Medeiros – Coordenador médico da Endoscopia – Clinica Fares (Vila Nova Cachoeirinha) – CRM-SP: 132.218 DR TULIO ENDOSCOPIA

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