Criança com dificuldade para aprender pode ter TDAH

Criança com dificuldade para aprender pode ter TDAH

25 de setembro de 2017

 

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um dos principais transtornos do desenvolvimento infantil com um impacto importante nas esferas do neurodesenvolvimento e nas interações psicossociais.

De acordo com estudos epidemiológicos, há uma alta prevalência, assumindo uma estimativa de 3% a 6% das crianças na idade escolar, repercutindo na formação da identidade relacionada ao sentido de competência e autoestima.

Em grande parte, o TDAH associa-se a outras questões como as dificuldades de aprendizagem, os transtornos de humor, de ansiedade e vários problemas comportamentais. Isso gera desafios diagnósticos, que só podem ser abordados dentro de uma perspectiva interdisciplinar.

Sendo assim, seu diagnóstico, apoia-se na combinação cuidadosa da observação, dos dados da história clínica e das repercussões dos sintomas na vida do indivíduo.

Os sintomas de desatenção incluem a desorganização, distração por estímulos irrelevantes, dificuldade em sustentar a atenção por um tempo longo e de alternar o estímulo atentivo entre duas ou mais tarefas, perdas de objetos com frequência, comprometimento em memorizar e, principalmente, em recordar informações já aprendidas.

Os sintomas de hiperatividade/impulsividade abrangem a agitação psicomotora, movimentos de balançar os pés e as mãos demasiadamente, dificuldade em esperar sua vez, baixa controle da impulsividade e, muitas vezes, apresenta uma fala excessiva.

Na prática, os prejuízos dessas funções traduzem em dificuldade para fazer anotações de forma organizada, finalizar tarefas de longa duração, organizar materiais e espaço de trabalho, usar táticas efetivas de estudo, se manter atento ao professor, entre outros.

Cabe ressaltar que o funcionamento intelectual desses indivíduos não difere dos outros, o TDAH não é uma incapacidade, mas sim um déficit de desempenho.

A avaliação do desempenho cognitivo em testes neuropsicológicos e medidas fisiológicas da atenção, do controle da impulsividade, da organização e do planejamento de tarefas são fundamentais, ressaltando que o diagnóstico e tratamento precoce diminui o impacto que o transtorno pode causar na vida do indivíduo.

Procure um neuropsicólogo, ele é o especialista que melhor poderá te orientar e ajudar!

Dra. Stephanie Toledo Piza Maurano

Psicóloga/ Neuropsicóloga

CRP 130745

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