Barreiras à detecção e prevenção ao suicídio - Clinica Fares

Barreiras à detecção e prevenção ao suicídio

26 de setembro de 2017

Todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo.

Sendo que, em nosso país, 17 %  da população já tiveram algum pensamento de suicídio, 5 % já tiveram planejamento e 3% já tiveram alguma tentativa.

O estigma e o tabu relacionados ao assunto são aspectos importantes, como o fato do suicídio ser considerado pecado em algumas culturas ou pelo fato de o suicídio ser considerado uma fraqueza. Ainda temos medo e vergonha de falar sobre o assunto.

Há dificuldade em se buscar ajuda, falta de conhecimento e de atenção sobre o assunto por parte dos profissionais de saúde, o que dificulta a prevenção.

Fatores de risco

Os dois principais fatores de risco são: tentativa prévia de suicídio e doença mental.

Pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Estima-se que 50% daqueles que se suicidaram já haviam tentado previamente.

Muitos suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes não diagnosticada e não tratada de forma adequada.

Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia.

Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco.

Outros fatores de risco: impulsividade, idade (mais comum entre jovens e idosos), sexo masculino, eventos adversos na infância e adolescência, doenças crônicas e incapacitantes, história familiar de suicídio, poucos vínculos sociais, viver sozinho e o desemprego.

Identificando sinais de alerta

Qualquer mudança brusca de comportamento, isolamento social e abandona de atividades prazerosas, tristeza persistente, alteração de sono e de apetite, queda no rendimento escolar, lesões sem explicação aparente (sugerindo autoagressão) e mensagens que caracterizam desesperança, despedida ou com conteúdo de morte nas mídias sociais, são sinais de alerta.

Qualquer sinal da doença é interessante procurar um especialista que melhor pode ajudar.

Dr. Everton Crivelaro

Psiquiatra

CRM 150160

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