Como produzimos nossa voz

Como produzimos nossa voz

28 de setembro de 2017

Você já parou para pensar o quanto usa sua voz durante o dia? Em casa, no trabalho,  trânsito, mercado, com os amigos, filhos e animais, no celular mandando áudio no WhatsApp e, às vezes, até sozinho.

A voz não gasta e nem tem data de validade, mas, se a usarmos de forma errada podemos ter sérios problemas e até perdê-la.

Você sabe como a voz é produzida?

Em nossa garganta, na laringe, paralelo ao chão, existe uma estrutura chamada prega vocal; é um músculo em formato de “V” recoberto por um fino tecido mucoso que fica em posição aberta quando respiramos e se fecha quando falamos.

Para ter uma ideia, a prega vocal de um homem, durante a fala, chega a abrir e fechar em torno de 100 vezes, enquanto na mulher esse número aumenta para 200 vezes.

Agora, pense no desgaste que esse músculo sofre se você fala o dia inteiro? Imagina então se ela for submetida a esforço, como falar alto, sussurrar ou gritar?

Nós temos que cuidar da nossa voz, pois é através dela que expressamos nossos sentimentos, emoções, desejos, vontades.

É a nossa identidade, o espelho da alma, diz muito mais que palavras, por isso merece uma atenção especial.

E o cuidado da voz não se limita só a cantores, atores e radialistas, mas a todos que trabalham com a voz, como professores, vendedores, advogados, juízes, empresários, médicos, operadores de telemarketing, entre outros.

As pregas vocais podem sofrer alterações tais como: laringite, edemas, nódulos, pólipos, cistos, fendas, sulcos, paralisia, câncer, entre outros.

Com isso, pode-se apresentar rouquidão, sensação de bolo ou de algo preso na garganta, voz soprosa, sem intensidade, voz instável, dor, desconforto e falta de ar ao falar, queimação na garganta, entre muitos outros sintomas.

Porém, existe tratamento para isso, e o fonoaudiólogo é um profissional fundamental para reabilitação vocal, em parceria com o médico otorrinoloringologista.

Com terapia de voz, através de eletroestimulação neuromuscular, bandagem terapêutica e exercícios vocais, o paciente é capaz de voltar a falar sem desconforto e com uma boa qualidade vocal.

Para cada alteração existe um tipo de terapia específica, de acordo com as necessidades individuais de cada pessoa.

Então, é muito importante procurar a orientação de um FONOAUDIÓLOGO assim que sentir qualquer desconforto ou sinal de rouquidão.

Com alguns cuidados, orientações e exercícios você ainda vai dar muito que falar!

Vivian Pardini Landulfo
Fonoaudióloga
CRFA 13.186

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE