Saíba quando você deve visitar o médico ginecologista

Quando visitar o médico ginecologista

4 de outubro de 2017

A visita ao especialista é fundamental para todas as mulheres; na prevenção de doenças, controle de natalidade e tratamento das “surpresas” que a população feminina com vida sexual ativa ou não pode ser submetida.

A periodicidade das consultas, bem como dos exames, devem ser individualizadas de acordo com cada caso e respectiva idade:

Pré-Adolescentes ou adolescentes

A puberdade nas meninas pode iniciar entre os oito e os 14 anos; é uma fase de intensas mudanças físicas e psicológicas.

As consultas nessa idade servem para aconselhamento quanto às mudanças que ocorrerão no corpo, orientações em relação à higiene íntima, tratamento/controle de alguns sinais e sintomas que se iniciam com as alterações hormonais intensas, como acne, cólica, irregularidade menstrual, irritabilidade, transpiração excessiva e odor corporal.

São recomendadas consultas anuais com ênfase em acompanhamento do desenvolvimento.

Adultas

A idade adulta começa com 18 e termina aos 60 anos. Pode ser subdividida entre adultas jovens (18-21 anos), adultas (21-45 anos) e meia idade (45-60 anos).

É a fase da vida que boa parte das mulheres tem relação sexual e os cuidados mudam. Corrimentos, contracepção, alterações menstruais, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez e início dos sintomas da menopausa são as principais motivações das consultas.

Os exames preventivos se tornam obrigatórios e a consulta tem periodicidade mínima de um ano.

Neste período, o foco é a prevenção de doenças e planejamento familiar.

Idosas

De acordo com o Estatuto do Idoso, a pessoa idosa é aquela que tem 60 anos ou mais e as consultas de rotina direcionam-se à manutenção da qualidade de vida, diminuição da hospitalização e acamamento.

Orientações para a realização de exercícios físicos, prevenção da depressão, detecção e tratamento de osteoporose e rastreamento de cânceres como os de colo, endométrio, mama, intestino e ovário são os focos das consultas.

Mantém-se a recomendação para realização de exame de papanicolau até, no mínimo, 64 anos, mamografia sem limite de idade, densitometria óssea a partir da menopausa ou após os 50 anos, ultrassonografia transvaginal ou pélvica no auxílio da detecção precoce dos cânceres de ovário e endométrio (que são mais prevalentes após a menopausa), pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia para rastreamento de câncer de intestino e exames laboratoriais para controle de doenças crônicas.

Talita Yurie Nakata

Ginecologista e Obstetra

CRM 131.141

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