Saiba o que é incontinência urinária feminina e como tratá-la

Saiba o que é incontinência urinária feminina e como tratá-la

30 de outubro de 2017

Incontinência urinária é toda perda de urina, que pode acontecer em qualquer idade ou sexo; isso mesmo, qualquer idade, pois existem várias causas para essa patologia.

No Brasil, a estimativa é de que 10 milhões de pessoas apresentam essa condição, porém, infelizmente, muitos pacientes tem vergonha de falar desse assunto para amigos, familiares e até para os médicos, consequentemente, convivem com o problema em silêncio e em casos graves, até isolamento social e domiciliar, pois a incontinência urinária traz prejuízo na qualidade de vida em vários aspecto.

Quais são os principais tipos de incontinência?

  • Incontinência urinária de esforço: perda de urina ao espirrar, tossir, pegar peso, fazer exercícios ou qualquer esforço.
  • Incontinência por urgência: vontade súbita de urinar, que pode ou não haver vazamento de urina antes de chegar ao banheiro.
  • Incontinência urinária mista: associação de mais de um tipo de incontinência.
  • Incontinência por transbordamento: Perda de urina por gotejamento ou vazamento por permanecer com a bexiga muito cheia.
  • Incontinência funcional: perda urinária por incapacidade física ou intelectual de se deslocar até o banheiro.

Há um conceito popular de que quem tem incontinência, tem “bexiga baixa”, porém, a perda de urina pode ou não estar relacionado a distopia genital – cliqui aqui – (as famosas “bexiga caída”, “queda do útero”, ou qualquer “bola na vagina”).

Como saber se estou dentro da normalidade?

  1. Ir ao banheiro no máximo 8 vezes por dia (aproximadamente de 3/3 horas)
  2. Acordar de 1 a 2 vezes a noite.
  3. Dar tempo de chegar ao banheiro calmamente quando sentir vontade de urinar.
  4. Esvaziar totalmente a bexiga de maneira espontânea e sem esforço.
  5. Não perder urina de nenhuma maneira.

Saiba que perder urina não é normal e, principalmente, é importante saber que tem exames diagnósticos (Estudo urodinâmico) e vários tipos de  tratamentos a serem realizados, desde fisioterapia pélvica, medicação, terapia a laser, cirurgia e associação de um ou mais tratamentos.

Em relação ao tratamento cirúrgico, a indicação ou não do procedimento  depende do tipo de incontinência e sua gravidade.

Sendo assim, é importante realizar o estudo urodinâmico, que é o exame que avalia o tipo da perda, causas e gravidade, auxiliando o médico no melhor tratamento para cada caso.

Saiba que 85% das incontinência podem ser curados; 10% podem ter melhora significativa e os 5% restantes podem levar uma vida mais confortável.

Não tenha vergonha de abordar o assunto com seu médico! Você não está sozinha, há 10 milhões de brasileiros iguais a você!

Se você tem incontinência urinária feminina, procure um Uroginecologista!

Dra Monize Paes Leme

Ginecologista, Uroginecologista e Obstetra

CRM 179152

 

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