Diabetes: tipos, fatores de riscos e tratamentos

Diabetes: tipos, fatores de riscos e tratamentos

13 de novembro de 2017

O diabetes, ou diabetes mellitus, é uma doença crônica em que o corpo não consegue produzir ou não consegue usar de forma correta a insulina que produz.

A insulina é produzida pelo pâncreas e dentre varias funções uma das principais é a de regular a quantidade de glicose no sangue.

Quem tem diabetes, o organismo não consegue usar a glicose corretamente; seu nível fica alto (hiperglicemia) e se continuar desregulada por um período longo, causa prejuízo em diversos órgãos e sistemas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, atualmente, no Brasil existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes – representando 6,9% da população.

Este número cresce gradativamente e em algumas situações o diagnóstico demora a ser feito, desencadeando assim o surgimento de mais complicações.

Tipos de diabetes

Diabetes tipo 1 – quando o pâncreas não produz insulina ou produz em quantidade insuficiente. Chamados insulinodependente (precisa de aplicação diária de insulina). Geralmente acomete pessoas já na infância e adolescência.

Diabetes tipo 2 – o organismo produz insulina, mas ela não consegue atuar, pois as células são resistentes a sua ação. Geralmente atinge pessoas mais velhas, acima dos 40 anos e está bem associada com a obesidade.

Fatores de risco

A pessoa deve ficar atenta aos fatores de riscos para prevenir desde cedo o aparecimento do diabetes. Às vezes, muitos brasileiros têm predisposição à doença ou mesmo já a desenvolvem em um estado inicial e não sabem.

Para diabete tipo 1 – ter um parente próximo com a doença aumenta consideravelmente as chances de você ter também.

Para diabete tipo 2 – os exames e consultas rotineiras médica são essenciais. Deve-se prestar atenção em condições de glicemia de jejum alterada, pressão alta, colesterol e triglicerídeos altos, ter pai ou irmão com diabetes e estar acima do peso.

Tratamento e alimentação

Todas as pessoas, tendo ou não diabetes, devem ter uma alimentação saudável, regulando a quantidade de doces e gordura ingeridos, por exemplo. Emagrecer ajuda no controle da doença e, às vezes, a mudança no estilo de vida pode ser suficiente

Além disso, praticar atividades físicas regulares ajuda a baixar as taxas de glicemia.

O médico é o profissional mais capacitado para indicar os medicamentos que se adaptam e que devem ser usados como adjuvante no tratamento do diabetes.

Estes, ajudam o pâncreas a produzir mais insulina, diminuem a absorção de carboidratos e aumentam a sensibilidade do organismo à ação da insulina.

Os remédios são modificados ao longo do tempo, de acordo com a idade e com o comportamento da taxa de glicemia.

Às vezes, o controle glicêmico só é obtido com injeções de insulina. Algumas pessoas necessitam receber esta substância ao mesmo tempo em que fazem uso de medicamentos. A frequência com que você recebe insulina depende de quanto o seu corpo ainda produz e de como o seu médico pretende controlar o seu nível glicêmico.

Uma das ações mais importantes de quem tem diabetes é controlar o nível de glicose no sangue. Sendo assim, procurar um médico o quanto antes sempre é a melhor alternativa.

Carlos Eduardo dos S. Portela

Cardiologista

CRM 174286

Posted in cardiologia by Clinicafares | Tags: , , ,
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