Precisamos falar sobre o HIV e a AIDS

Precisamos falar sobre o HIV e a AIDS

1 8 de dezembro de 2017

O que é o HIV?

HIV é a sigla para vírus da imunodeficiência humana. Este vírus é transmitido através de fluídos corporais afetando células específicas do sistema imunológico, conhecidas como células CD4, ou células T.

O que é AIDS?

Nos casos em que o paciente desconhece sua condição de portador ou deixa de realizar o adequado tratamento, a imunidade tende à diminuir ao ponto de permitir o desenvolvimento de diversas outras doenças, como infecções oportunistas ou alguns tipos de câncer. Portanto, o paciente além de portador do vírus HIV, também poderá receber o diagnóstico de AIDS, que significa síndrome da imunodeficiência adquirida.

Logo, um paciente portador de HIV não necessariamente tem AIDS, mas um paciente com diagnóstico de AIDS é portador do vírus HIV.

Como o vírus é transmitido?

Existem diversas formas de transmissão do vírus, sendo a transmissão sexual a mais comum no Brasil.

Dentre outras formas, podemos também citar o uso compartilhado de seringas entre os usuários de drogas injetáveis; a transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho; transfusão sanguínea; acidente ocupacional, isto é, transmissão causada por acidentes no ambiente de trabalho com objetos pontiagudos, como agulhas.

Quais os meios de prevenção?

Um dos principais meios de prevenção diz respeito ao uso de preservativos em toda e qualquer relação sexual.

Além disso, o uso de seringas compartilhadas deverá ser contra-indicado tanto quanto o uso da própria substância ilícita.

Realizar o pré-natal adequado durante a gestação junto ao ginecologista & obstetra é uma maneira de diminuir o risco de transmissão vertical.

Permanecer atento durante realização de procedimentos pode evitar a ocorrência de acidentes com seringas e outros objetos contaminados. Regra básica para profissionais da saúde: somente o realizador do procedimento recolhe os materiais perfuro cortantes e descarta em local adequado.

Por fim, a evolução nos meios diagnósticos e de triagem em bancos de sangue fez com que a taxa de transmissão do HIV por transfusão diminuísse vertiginosamente.

Quais os sintomas da infecção pelo HIV?

A infecção pelo HIV pode transcorrer de forma totalmente assintomática, ou seja, sem nenhuma suspeita de que o paciente possa ter sido infectado.

Já nos casos em que ocorrem os sintomas, podemos dizer que estes podem surgir em diversos períodos de sua infecção.

Fase Aguda

Normalmente dentro de 5 a 30 dias após a infecção, poderá ocorrer a síndrome retroviral aguda (replicação do vírus com grande resposta imunológica), cujos principais sintomas podem ser:

Febre

Fadiga

Dor de cabeça

Rash cutâneo

Linfonodos aumentados

Dor de garganta

Dor nas articulações

Náusea

Vômito

Diarreia

Suor noturno

Lesões orais ou genitais

Fase Assintomática

Já a fase assintomática, como o próprio nome já menciona, cursa normalmente sem nenhum sintoma e pode durar de 5 a 10 anos – média de 6 anos. Ocasionalmente, pode ocorrer aumento de linfonodos de forma persistente.

Fase Sintomática Inicial

O quadro clínico da fase sintomática pode ser variável, sendo o suor noturno, sem febre, o achado mais comum nesta fase.

Também podem ocorrer:

Fadiga

Perda de peso

Diarreia

Sinusite de repetição

Candidíase oral e vaginal

Leucoplasia pilosa oral – espessamento da língua com placas esbranquiçadas

Gengivas inflamadas

Aftas

Herpes

Plaquetas baixas no hemograma

AIDS

Quando ocorre a síndrome da imunodeficiência adquirida, o sistema imune encontra-se deficitário ao ponto de permitir o desenvolvimento de infecções graves, como a tuberculose, e até mesmo alguns tipos de câncer, como por exemplo, o câncer de colo de útero e o sarcoma de Kaposi, sendo este último caracterizado por lesões escuras localizadas principalmente nas pernas.

Como saber se estou com o vírus?

O principal meio de saber seu estado sorológico é realizar testes laboratoriais específicos para pesquisa do HIV.

Vale ressaltar a importância de se respeitar o período da janela imunológica, o qual poderá apresentar resultados falso-negativos pelo fato do teste ter sido realizado de forma muito precoce.

Em caso de dúvida, procure sempre seu médico, que estará sempre habilitado a orientar nesse tipo de caso.

Dr Thiago D’Alvia

Especialista em Clínica Médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRM 151446

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