Você sente dor lombar? Descubra quais são as causas

Você sente dor lombar? Descubra quais são as causas

31 de janeiro de 2018

A queixa!

A dor lombar ou lombalgia é uma das queixas mais frequentes da atualidade em consultórios médicos. Pelo menos, 80% das pessoas já tiveram ou serão acometido pela dor durante a vida.

O que é dor lombar?

É uma dor na região da coluna vertebral na sua parte mais baixa (abaixo das costas e próximo a bacia).

Como identificar?

A dor lombar, normalmente, aparece como dor na coluna lombar ou dor que desce para as pernas ou nádegas.

Como estão na parte inferior da coluna, são elas que suportam a maior parte do peso do corpo. É por isso que 70% das dores na coluna acontecem na região lombar.

Influência

Alguns trabalhos aumentam o risco de desenvolver dor na coluna (lombar), principalmente os que estão relacionados ao peso, esforço repetitivo, por exemplo, os de linha de produção. O uso de cigarro e o peso excessivo também estão muito relacionados com as dores lombares, assim como a falta de atividade física.

É uma doença que tem parte hereditária (se os pais tiveram os filhos também podem ter), estão muito relacionadas ao estresse, ansiedade e depressão.

Aproximadamente, 70% dos pacientes com dores crônicas apresentam alguns graus de ansiedade, depressão ou os dois.

Entendendo um pouco mais

A coluna vertebral é a estrutura de ossos (vértebras) que dá sustentação ao corpo.

Se a coluna tivesse apenas vértebras ela seria rígida. Por esse motivo, entre as vértebras existe uma espécie de ‘amortecedor’ – o disco intervertebral – “aquele da hérnia de disco doutor?” “é esse mesmo!”.

É esse ‘amortecedor’ que permite a coluna se movimentar para os lados, para frente, para trás e rodar para esquerda e direita sem que você sinta dor. Juntos deles têm todos os músculos em volta que ajudam nessa movimentação e sustentação.

A lombalgia é quando algo nessa região não vai bem. Elas podem ter várias causas e serem diagnosticadas como:

Artrose de coluna

Acontece quando as vértebras começam a formar pontas de ossos – o conhecido “bico de papagaio”- e acaba machucando os músculos e nervos no local, causando dor.

Hérnia de disco

Acontece quando o disco vertebral – o ‘amortecedor’ – se desliza e comprime o canal medular, por onde passam os nervos causando dor.

Espondilolistese

Quando a vértebra se desloca – para frente ou para trás – e pode acabar comprimindo um nervo.

Discopatia

Os discos que separam as vértebras da coluna lombar se desgastam, perdem elasticidade e altura. Isso diminui a mobilidade/movimentação da coluna (fica mais rígida) e faz com que a pessoa sinta dores ao se movimentar.

Estenose

Dentro da coluna existe um canal, onde passam os nervos que chegam as pernas. Estenose é quando este canal está comprimido, assim, os nervos ficam “apertados” e as dores aparecem.

Quando procurar o médico urgente

Sempre que possível, a opinião de um médico sobre o que está acontecendo é recomendada (seja ele ortopedista ou não).

Nunca deixe de procurar um médico com urgência se estiver com dor lombar e:

– Fraqueza nas pernas – pode estar comprimindo muito o canal vertebral e perder o movimento das pernas;

– Trauma/acidente na região – pode ser fratura;

– Perda de peso – o câncer também causa dor lombar;

  – Febre – pode ter infecção associado;

  – Dificuldade para segurar as fezes ou urina – também pode ser sinal de compressão;

– Se você tiver osteoporose – pode ser fratura silenciosa.

Tratamento

O uso de analgésicos prescritos pela equipe médica consegue resolver grande parte das dores quando associado a prática de uma atividade física orientada e fisioterapia.

Um não funciona bem sem o outro! O uso de analgésicos sem prescrição médica tem causado GRANDES problemas, então CUIDADO!!

A fisioterapia é uma das técnicas de tratamento indicada. Ela funciona no quesito de analgésico (aliviar dores mais agudas) e na reabilitação, para melhorar a postura, musculatura abdominal, pelve entre outros.

Assim a pessoa não terá dor, evita o desgaste das estruturas da coluna e novas crises de dor. Uma minoria dos casos será necessário tratamento cirúrgico.

Dr. Túlio César Correia Lopes

Clínico Geral e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRM 180042

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