Novo tratamento para para doença do refluxo gastroesofágico - stretta

Stretta: novo tratamento para doença do refluxo gastroesofágico

14 de fevereiro de 2018

Recentemente, chegou ao Brasil uma nova alternativa para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

Trata-se do STRETTA, um tratamento endoscópico que acontece através do uso da tecnologia de Radiofrequência.

Seu principal benefício é tratar aqueles pacientes refratários ao tratamento clínico e que não conseguem parar de tomar as medicações.

O Dr. Túlio Medeiros faz parte de um seleto grupo de endoscopistas brasileiros que já se encontram habilitado a realizar esse procedimento.

O treinamento foi realizado na Faculdade de Medicina do ABC, com pacientes voluntários do protocolo de estudo daquela instituição, onde está sendo avaliados os primeiros resultados nacionais do tratamento.

O STRETTA é um tratamento endoscópico, dessa forma não tem cortes e é realizado por via natural (boca).

Seu principal mecanismo de ação é a liberação de energia, através de um gerador de radiofrequência, no músculo que se encontra no esfíncter, responsável pela barreira antirreflexo.

Esta energia por radiofrequência promove o fortalecimento dessa musculatura diminuindo os episódios de refluxo.

Estudos internacionais têm demonstrado que o tratamento STRETTA promove uma diminuição na exposição do ácido no esôfago e órgãos adjacentes, reduzindo os sintomas da doença, melhorando a qualidade de vida e, principalmente, reduzindo a dependência ao uso das medicações.

É um procedimento amplamente realizado em vários países, desde 2004, com realização de mais de 18 mil procedimentos com resultados duradouros e eficazes por 4 a 10 anos.

Os resultados aparecem, em média, após dois meses do procedimento. E somente após esse período o médico começará a suspender a medicação.

Cerca de 37 estudos clínicos realizados em outros países concluíram que, 93% dos pacientes, ficaram satisfeitos com o tratamento e após 4 anos, 86% dos pacientes, deixaram de usar as medicações. Sendo, 72% após 8 anos, e ,64% após 10 anos.

Principais indicações

  • Pacientes com sintomas refratários ao tratamento medicamentoso (cerca de 30% dos pacientes);
  • Pacientes que apresentam interação medicamentosa ou se preocupam com os efeitos colaterais do uso crônico das medicações;
  • Aqueles que não desejam realizar a cirurgia;
  • Pacientes com cirurgia bariátrica, do tipo gastrectomia vertical (Sleeve) que apresentam DRGE de difícil controle;
  • Pacientes que já realizaram a cirurgia antirreflexo e mantém os sintomas.

Entre as principais vantagens:

  • Ser um procedimento endoscópico;
  • Rápido (cerca de 60 minutos);
  • Sem cortes ou cirurgias;
  • Com baixa taxa de complicações;
  • Manutenção da anatomia habitual;
  • Rápida recuperação;
  • Sem internação e alta no mesmo dia.

Alguns efeitos colaterais ao tratamento podem acontecer. São eles: sensação de cansaço durante o dia, dor de garganta, dor ou desconforto na região do peito, sensação de inchaço, arrotos e gases temporários.

As contraindicações ao procedimento são: pacientes menores de idade, grávidas, hérnia de hiato extensa, pacientes com acalasia ou relaxamento incompleto do esfíncter inferior do esôfago e pacientes sem diagnóstico confirmado da DRGE.

Dr. Túlio Medeiros
Coordenador médico da Endoscopia do corpo clínico da Clinica Fares
CRM 132218
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