Saiba como agir na fase da "adolescência dos bebês”

Saiba como agir na fase da “adolescência dos bebês”

10 de abril de 2018

Para quem achava que adolescência estava longe, um belo engano.

Ela aparece, de maneira um pouco diferente, entre 1 ano e meio, e 3 anos.

E sua principal causa?

O desenvolvimento normal. É nesse momento que a criança percebe-se como indivíduo, com desejos e opiniões próprias.

Quer tomar suas decisões, mas tem dificuldade, pois muitas vezes, não se faz compreendido ou a verbalização é diferente do pensamento (ainda tem pouco vocabulário e memórias).

Como acontece?

A criança passa a ter comportamento opositivo às solicitações dos pais, como se fosse desafiador contrariar.

Berra e esperneia diante de qualquer contrariedade, fala não para tudo resistindo à qualquer orientação.

crianças que demonstram essas características mais intensamente que outras.

Quando essas situações acontecem, o ideal é sempre disciplinar a criança após a birra, conversando, nunca usando força física para não haver associação negativa.

Mas, e se a criança usar força (bater) quando estiver descontente?

Cabe ao adulto contê-la, abaixar em sua altura dizendo entender a braveza, porém reprovando a atitude, fazendo assim uma desconexão entre frustração e agressividade.

Por vezes, a criança usa a autoagressão como tentativa de comoção, muitas vezes tem sucesso, contudo é importante entender que sem ibope o espetáculo não continua, devendo sinalizar a criança sem mostrar-se alterado.

Nessas horas é sempre comum um “pitaco” externo, mas não se afere. Quem conhece seu filho, necessidades, padrões e melhor maneira de educar é você.

É importante saber que essa é uma fase passageira e que a criança precisa de compreensão.

Devemos mostrar que entendemos, mas não concordamos com que ela faz.

Nunca deixe uma crise sem resposta, sempre sinalize para a criança não se sentir impune. Evite  castigos físicos, mas imponha limites, sempre explicando e negociando mediante cada situação.

Algumas dicas para lidar com essa situação são:

  • Não dar atenção imediata
  • Esperar a criança se acalmar
  • Agachar perto dela
  • Olhar no olho
  • Abraçá-la demonstrando segurança e traduzindo seus sentimentos e explicando o porquê não gostou
  • Drible os desejos de escolha oferecendo possibilidades (duas opções de roupa, duas opções de louça para comer, fazer as coisas sozinho ou com seu auxílio).

Dessa maneira será muito mais ameno passar por essa transição comportamental!

Dúvidas procure por seu pediatra, médico que melhor poderá lhe ajudar!

Dra. Cristiane de Oliveira Breda

Especialista em Pediatria – do desenvolvimento, saúde escolar, e saúde mental e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRM 150130

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