Meu filho não faz cocô e agora?

Meu filho não consegue usar o banheiro e agora?

14 de junho de 2018

A constipação intestinal compreende evacuações em frequência menor do que três vezes por semana, percebendo-se o aumento da consistência das fezes, que tornam-se ressecadas e duras.

Há casos em que a criança evacua diariamente de forma incompleta, fezes muito ressecadas, em cíbalos (“bolinhas duras” como fezes de cabrito), com muito esforço e dor, que são igualmente classificados como constipação intestinal.

Algumas crianças permanecem muitos dias sem evacuar e eliminam fezes extremamente volumosas e calibrosas denominadas fecalomas, que, por vezes, determinam entupimento do vaso sanitário.

A insegurança, desconforto e dor para completar o ato evacuatório geram em muitas crianças um comportamento denominado como retentivo.

Elas se recusam a sentar no vaso sanitário ou pinico e acabam por expelir as fezes em lugares diferentes, como atrás de cortinas ou portas.

As fezes muito duras podem, por vezes, machucar o ânus e determinar fissuras, com consequente dor e sangramento.

O tratamento, muitas vezes, será associado com medicação laxativa aliada a dieta, com maior teor de fibras, o que inclui frutas, grãos, leguminosas, hortaliças e cereais. Alguns farelos como de trigo ou aveia podem ser adicionados como auxiliares.

Para crianças maiores, sugere-se evitar a ingestão de sucos coados, refrigerantes, produtos com altos teores de açúcares e baixo teor de fibras, bem como de guloseimas e alguns tipos de bolachas.

Quando os familiares detectam esse problema em fase inicial devem entrar em contato com o pediatra para que algumas medidas sejam implementadas.

Quanto mais se retarda o início do tratamento da constipação, maior é o tempo necessário para restituir um hábito intestinal normal.

Fonte: Sociedade Brasileira de pediatria

Dra. Marina Giorgi Manin

Pediatra e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRM 163324

 

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