Pneumonia: o que é, fatores de risco, sintomas e tratamento - Clinica Fares

Pneumonia: o que é, fatores de risco, sintomas e tratamento

5 de setembro de 2018

As quedas bruscas de temperatura, não apenas deixam as pessoas com mais frio, mas também as deixam mais susceptíveis às famosas doenças do inverno, como resfriado, gripe, e até mesmo a, geralmente, mais grave pneumonia.

A pneumonia é a maior causa de internação no SUS-Brasil, é a infecção que mais atinge crianças abaixo dos 5 anos de idade no mundo e é a terceira doença que mais mata no planeta, perdendo apenas para o infarto e o AVC.
Indiretamente, ela pode ter ainda mais impacto na mortalidade mundial, já que estudos sugerem que algumas pessoas adultas tem até 17 vezes mais chances de evoluir com infarto durante o quadro da pneumonia.

O que é a pneumonia?

Provocada pela invasão de micro-organismos no trato respiratório, ela pode ser causada em menor escala por vírus ou fungo, mas, mais comumente, pela invasão de bactérias.

Na maioria dos casos no Brasil, é uma bactéria que já está alojada na nossa garganta (Pneumococco) e quando esta bactéria “percebe” uma queda na nossa imunidade, quando percebe uma falha no nosso sistema de defesa, o Pneumococco invade o sistema respiratório, podendo chegar até os pulmões.

Os seus sintomas mais clássicos são: tosse (geralmente com saída de catarro amarelado-esverdeado espesso), febre, prostração, mal-estar, perda de apetite e cansaço. Em alguns casos o paciente pode ter dor torácica.

Caso a pessoa tenha sintomas respiratórios (que inicialmente pode se tratar até de uma rinite descompensada, com sintomas nasais, sem necessariamente quadro infeccioso ou mesmo algum quadro infeccioso mais leve, por vírus, como o resfriado, aonde apresenta geralmente sintomas nasais, com tosse seca, e, se tiver febre, geralmente é mais baixa), é orientado que procure o pneumologista.

Se os sintomas piorarem, como os acima descritos mais clássicos de pneumonia, se a pessoa não conseguir marcar/agendar consulta ambulatorial com pneumologista, sugere-se que procure o Pronto Socorro (PS). Mas sempre há a preferência pela avaliação pelo médico especialista.

Fatores de risco

  • Crianças e idosos > 65 anos
  • Tabagismo
  • Usuário de drogas ilícitas
  • Pacientes com doenças que comprometam sua imunidade (HIV, Câncer, algumas doenças reumatológicas em tratamento com imunossupressores)
  • Pacientes com outras doenças pulmonares crônicas (asma, enfisema pulmonar, DPOC, principalmente quando sem tratamento nem acompanhamento adequado/regular)
  • Pacientes por longos períodos hospitalizados

Tem tratamento?

O diagnóstico da doença é realizado através da consulta médica, com uma boa anamnese (conversa entre médico e paciente para se ter todos os detalhes do quadro), exame físico, e confirmação através de exame de imagem (Raio-x ou Tomografia Computadorizada). Exames laboratoriais também podem ajudar.

O tratamento vai variar de caso para caso, mas, na maioria, gigantesca das vezes aonde há infecção bacteriana, usam-se antibióticos.

Sintomas da pneumonia

Veja alguns dos sinais/sintomas mais clássicos de pneumonia

  • Febre alta acima de 38°C
  • Dor no peito
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Dor de cabeça
  • Respiração acelerada
  • Tosse
  • Catarro amarelado e/ou esverdeado
  • Arrepios
  • Perda de apetite
  • Cansaço em pequenos esforços
  • Dor nas costas e/ou no peito

Vale ressaltar que cada indivíduo pode ter uma reação, sendo assim, o médico é quem melhor pode avaliar os sinais, fazer diagnóstico preciso e recomendar o melhor tratamento.

Existem alguns quadros aonde o paciente apresenta poucos dos sintomas citados, mas sem melhora do quadro respiratório, deve procurar o pneumologista para melhor avaliação.

Como evitar?

É importante sempre se atentar as cuidados que você pode ter:

  • Lavar sempre as mãos (pode ser álcool em gel)
  • Se hidratar (beber bastante água)
  • Se alimentar bem (alimentação balanceada e saudável: frutas, verduras, proteínas),
  • Evitar ambientes com muitas pessoas aglomeradas,
  • Se vacinar quando indicado,
  • Se tiver doença respiratória crônica (ASMA ou DPOC), manter o tratamento e acompanhamento regular com especialista.

Na dúvida, consulte seu pneumologista de confiança!

Dr. Rodrigo Santiago
Título de Especialista em Pneumologia pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT)
CRM-SP 129870 / RQE 69441
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