gastroenterologia - Clinica Fares

Principal causa da doença do refluxo gastroesofágico

23 de abril de 2018

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma das doenças mais prevalentes no mundo. No brasil, cerca de 12% da população, quase, 20 milhões de indivíduos, sofrem dessa patologia com grande impacto na qualidade de vida. A principal causa dessa patologia se deve a fraqueza do músculo esfíncter esofágico inferior, que dessa forma, não impede o refluxo do conteúdo gástrico (ácido) para o esôfago. Este refluxo ácido queima o esôfago, podendo causar úlceras, sangramentos, estreitamentos e até degeneração em câncer. A hérnia de hiato (patologia caracterizada pela ascensão do estômago para dentro do tórax) pode estar presente na DRGE, sendo umas das principais causas da fraqueza do músculo esfíncter esofágico inferior. Os principais sintomas são: azia, regurgitação, queimação no peito e gosto ruim da boca. Podem aparecer também sintomas respiratórios, como tosse e alterações na voz. O diagnóstico é feito na, maioria das vezes, com o histórico clínico seguido de endoscopia digestiva alta, onde se observa as alterações esofágicas causadas pelo refluxo ácido. A hérnia de hiato, quando presente, também pode ser visualizada com esse exame. O tratamento é baseado em medidas de alteraç

11 de abril de 2018

Este ano chegou ao Brasil uma das maiores inovações das últimas décadas dentro da especialidade da endoscopia digestiva: a máquina que permite realizar sutura (“dar pontos”) por via endoscópica. A sutura endoscópica tem a finalidade de aproximar tecidos por via endoscópica, dessa forma a técnica pode ser indicada para fechamento de fístulas, tratamento de alargamentos das cirurgias bariátricas convencionais, porém a principal indicação da sutura endoscópica é a “redução” do tamanho do estômago, deixando em formato tubular com o intuito do tratamento da obesidade. O estômago ficará com o aspecto semelhante ao da gastroplastia vertical cirúrgica. Entre as principais vantagens destacamos: procedimento por via endoscópica; sem cortes ou cirurgia; baixo índice de complicações; recuperação rápida; alta no mesmo dia do procedimento; manutenção do órgão; manutenção da anatomia do intestino não causando anemia, deficiência vitamínica e etc. Estima-se de 52% da população brasileira esteja acima do peso e que cerca de 17% estejam obesos em algum dos seus graus (leve, moderado ou severo). Além da questão

29 de março de 2018

A páscoa chegou e com ela vem o chocolate! Muitos pacientes têm me perguntado se o chocolate faz mal para a voz. Se formos pensar na anatomia, quando ingerimos o chocolate, qualquer outro alimento ou líquido, estes não passam ela prega vocal (estrutura responsável pela produção da voz) e sim caminham da boca para o esôfago e desse para o estômago. Porém, com a mastigação, iniciamos o processo digestivo, através da mistura da saliva com o alimento e o chocolate deixa o muco da cavidade oral mais espesso, tornado nossa saliva mais grossa e com isso gerando pigarro e tosse, que, por sua vez, passa a ser prejudicial à voz. Outro malefício do chocolate é o refluxo gastroesofágico. O chocolate aumenta a incidência do refluxo gástrico e o conteúdo ácido que o estômago produz é tolerado apenas pelo estômago. Quando este refluxo começa a causar danos nas estruturas por onde passa e uma delas pode ser a prega vocal, gera desde um edema e uma hiperemia em região laríngea, até lesões mais complexas. Portando, o chocolate pode sim ser prejudicial à voz, principalmente para aquelas pessoas que fazem o uso da

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20 de fevereiro de 2018

A halitose consiste no odor desagradável que é expelido pela boca. É uma condição bem desconfortável não só para o paciente, mas também para os familiares e pessoas de seu convívio. Estima-se que até 30% da população brasileira apresentem halitose, não tendo predominância nem por sexo nem por idade. Sua principal causa é a decomposição de matéria orgânica (restos alimentares, células da boca que descamam, sangue etc) pelas bactérias da boca com consequente liberação de compostos sulfurados voláteis (CSV). Estas bactérias, normalmente, se encontram nas cáries, numa gengiva doente e, principalmente, na língua formando o que chamamos de saburra lingual. A halitose pode ser do tipo oral (mais comum – cerca de 90%), tipo via aérea e tipo gastrintestinal. Dessa forma os principais fatores associados com a halitose é a má higiene oral, gengivites, saburra lingual, pouca produção de saliva, sinusites, hábitos, como tabagismo ou alcoolismo. Entre as principais condições gastrintestinais que levam a halitose destaco o Divertículo de Zenker, Megaesôfago e o Helicobater pylori

14 de fevereiro de 2018

Recentemente, chegou ao Brasil uma nova alternativa para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Trata-se do STRETTA, um tratamento endoscópico que acontece através do uso da tecnologia de Radiofrequência. Seu principal benefício é tratar aqueles pacientes refratários ao tratamento clínico e que não conseguem parar de tomar as medicações. O Dr. Túlio Medeiros faz parte de um seleto grupo de endoscopistas brasileiros que já se encontram habilitado a realizar esse procedimento. O treinamento foi realizado na Faculdade de Medicina do ABC, com pacientes voluntários do protocolo de estudo daquela instituição, onde está sendo avaliados os primeiros resultados nacionais do tratamento. O STRETTA é um tratamento endoscópico, dessa forma não tem cortes e é realizado por via natural (boca). Seu principal mecanismo de ação é a liberação de energia, através de um gerador de radiofrequência, no músculo que se encontra no esfíncter, responsável pela barreira antirreflexo. Esta energia por radiofrequência promove o fortalecimento dessa musculatura diminuindo os episódios de refluxo. Estudos internacionais têm demonstrado que o tratamento STRETTA promove uma diminuição na exposição do

16 de janeiro de 2018

O que é halitose ou mau hálito?

A halitose ou mau hálito é uma situação anormal do hálito que muda para um odor desagradável. Todavia, não é uma doença, mas é um sinal de que há alteração fisiológica, indicando que alguma coisa no organismo está desequilibrado. Segundo a Associação Brasileira de Halitose (ABHA), pesquisas apontam que, pelo menos, 30% dos brasileiros (50 milhões de pessoas) têm esse problema. A ida ao médico, gastroenterologista, é importante para identificação do problema e orientação para o melhor tratamento.

Quais são suas causas?

Ainda, segundo a ABHA, há, em média, 60 causas diferentes para o problema. Estudos têm demonstrado que a halitose está relacionada a diminuição de produção de saliva. Assim situações, como longo tempo em jejum e após períodos de sono (dormir), onde ocorre diminuição da produção de saliva e aumento de mau-hálito. Apesar de 90% das suas causas se darem no ambiente bucal, a halitose é de cunho multifatorial e pode ter causas sistêmicas. Contudo, as causas podem envolver: estresse, problemas renais ou hepáticos, diabetes etc. Além de fatores da própria natureza humana, como alimentação errada, jejum longo, problemas em vias aéreas, placas bacterianas na lín

20 de dezembro de 2017

A bactéria que acomete o estômago é chamada de Helicobacter pylori (HP) e é considerada a infecção crônica mais prevalente no mundo. Uma parcela relevante da população nem sabe que está infectada por essa bactéria; provavelmente isso acontece devido ao seu fácil contágio e poucos sintomas iniciais. Ela promove uma sequência de alterações no estômago que pode levar ao câncer, porém apenas uma parcela pequena dos pacientes infectados pelo HP desenvolverá a doença, o que nos faz concluir que a bactéria é apenas um dos fatores causais do câncer, não o único. A progressão para o câncer de estômago (gástrico) normalmente segue uma cascata de acontecimentos que ocorrem em um longo prazo. A gastrite crônica, úlceras gástricas, de duodeno e o linfoma gástrico também têm suas causas diretamente relacionadas à infecção pelo HP. Sua forma de contágio mais comum é através de água ou alimentos contaminados. Em nosso meio a  contaminação decorre mais frequentemente na infância e é maior em áreas com piores condições de saneamento básico. O diagnóstico do HP pode ser feito através de exames não endoscópicos ou exames endoscópicos. Os exames  endoscópicos são mais utilizados, uma vez que, além de promover biópsias para a detecção da bactéria, também permitem a visualiz

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24 de novembro de 2017

Inchaço e dores abdominais, diarreia e gases são alguns dos sintomas da intolerância à lactose, que é a incapacidade do organismo de digerir açúcar presente no leite de mamíferos, a lactose. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, mais de 40% da população brasileira tem algum tipo de intolerância aos produtos lácteos. Veja algumas características desta intolerância:

Tipos de intolerância a lactose

• Intolerância à lactose primária se desenvolve à medida que a pessoa envelhece. É comum em pessoas de idade mais avançada. • Intolerância à lactose secundária, consequência de alguma doença ou lesão na mucosa do intestino, gerando a incapacidade temporária de ingerir lactose. • Intolerância à lactose congênita, quando o bebê já nasce com deficiência à lactose.

Sintomas

Os sintomas se acumulam no sistema digestivo e melhoram com a parada de consumo de produtos lácteos. Surgem minutos ou horas depois da ingestão de leito ou seus derivados. Um dos sintomas mais frequentes é a diarreia. Isto ocorre porque como o organismo não produz ou produz pouca quantidade da enzima digestiva, a lactase, ocorre uma mistura de subprodutos que são fermentados por bactérias que fabricam, por exemplo, ácido lático e gases, provocando retenção de água e o surgimento de có

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21 de agosto de 2017

As úlceras pépticas são “feridas” que se abrem na parede do estômago ou duodeno. O duodeno é a primeira porção do intestino fino (delgado). As úlceras do estômago são também chamadas de gástricas e as do duodeno de duodenais. Elas se formam devido a um desequilíbrio entre os fatores agressores, predominantes, e os fatores de defesa. CAUSAS: As principais causas são: a bactéria chamada de Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios como Aspirina, Diclofenaco, Ibuprofeno etc. Esses agentes provocam uma diminuição dos fatores de proteção da mucosa facilitando os danos causados pelo ácido gástrico e os sucos digestivos. Estima-se que cerca de 70% das úlceras gástricas e 90% das úlceras duodenais sejam causadas pelo H. pylori, o que mostra a importância da detecção dessa bactéria. Outras doenças que aumentam a produção do ácido gástrico também podem causar úlceras, como por exemplo a Doença de Zollinger-Ellison, mas trata-se de uma condição rara. úlcerasSINTOMAS: Os principais sintomas das úlceras pépticas são dores na parte superior do abdome (“boca do estomago”), queimação, náuseas, v

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26 de maio de 2017

Untitled-2Quem já não sentiu uma queimação na região do estômago? Ou teve a desagradável sensação de sentir o ácido ou restos alimentares subirem até a garganta? Estes são os principais sintomas da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Na realidade todos nós apresentamos de forma normal episódios de refluxo durante o dia, principalmente após as refeições. Quando esses episódios se tornam muito frequentes, mais duradouros e os sintomas aparecem de forma recorrente estamos diante de um processo patológico (anormal) que é a DRGE. A DRGE é uma doença crônica, muito prevalente e uma das principais causas de consultas médicas no nosso meio. Consiste no retorno do ácido e/ou conteúdo do estômago de forma ascendente para o esôfago e/ou outros órgãos adjacentes.  Como a mucosa do esôfago não é resistente ao ácido clorídrico produzido no estômago, ela acaba sendo “agredida” provocando alguns danos como a esofagite de refluxo. Trata-se de um processo inflamatório que leva ao sintoma de queimação. Além da queimação o outro sintoma típico da DRGE é a regurgitação, que consiste no retorno do ácido e/ou restos alimentares até a boca. Outros sintomas conhecidos como

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