neurologia - Clinica Fares

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

19 de abril de 2018

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença degenerativa dos neurônios motores que começam a paralisar os músculos do corpo. Gradativamente, o paciente perde a capacidade de movimentar os membros inferiores (pernas) e superiores (braços), respirar e falar. A patologia pode ser confundida com outras doenças ou passar despercebida, pois seu diagnóstico, na maioria das vezes é demorado. Entretanto, normalmente, afeta mais a população feminina. Alguns sintomas mais visíveis da ELA é a dificuldade para caminhar, falar, engolir, fadiga, visão desfocada e fazer força com as mãos. São poucos os casos da doença ser hereditária. Sua evolução acontece de forma individualizada, ou seja, varia de paciente para paciente. Dar apoio a esses pacientes é fundamental para continuarem acreditando na vida. O tratamento para ELA é multidisciplinar e inclui, principalmente, a neurologia, fisioterapia, fisioterapia ocupacional, psicologia e fonoaudiologia. Dr. Rodrigo Alves Pereira Neurologista e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares CRM 78835

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10 de janeiro de 2018

O AVCi– Acidente Vascular Cerebral Isquêmico– é caracterizado pela falta de suprimento sanguíneo em uma parte do cérebro. Sem sangue, os neurônios presentes nessa região não tem acesso a nutrientes e oxigênio, e podem acabar morrendo. Cerca de 70.000 brasileiros, por ano, são vítimas da doença, que também é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Ele pode acontecer para qualquer um, em qualquer idade. A incidência aumenta com a idade, sendo que 2/3 ocorrem em pessoas com mais de 65 anos e acomete um pouco mais os homens do que as mulheres, sendo maior em afrodescendentes do que em brancos. Dentre os fatores de risco, existem os chamados modificáveis, relacionados principalmente ao estilo e hábitos de vida; e os não modificáveis, que englobam doenças concomitantes que podem predispor ao AVC, além de fatores genéticos. O AVC afeta a todos: sobreviventes e familiares, amigos e comunidades. Entretanto, é uma doença que pode ser prevenida. Entre os fatores de risco para o AVC, temos vários que são potencialmente modificáveis, dentre eles se destacam:

  • tabagismo
  • hipertensão
  • diabet

12 de dezembro de 2017

Imagine acordar pela manhã e perceber que metade de seu rosto esta paralisado. Sim, isto pode acontecer, se chama paralisia facial e é mais comum do que a maioria das pessoas imagina. A paralisa facial é uma reação á inflamação do nervo facial e em 75% dos casos, as causas são desconhecidas. Apesar das causas não serem claras, a ocorrência é maior em pacientes diabéticos e em mulheres grávidas. Também chamada de paralisia de Bell, a paralisia facial não tem correlação com o AVC, pois não acomete o encéfalo. Evidências crescentes sugerem que uma reativação do vírus herpes simples tipo 1 ou de uma infecção do vírus varicela zoster no gânglio geniculado pode lesionar o nervo facial, sendo responsável pela paralisia facial, pelo menos em alguns casos. Outras causas, porém menos frequentes de paralisia facial incluem: doença de Lyme, Aids, sarcoidose, meningites e tumores. A incidência é de 20 a 30 casos em cada 100.000 pessoas, o que não é tão raro. Com uma inspeção bem feita e a realização de um exame neurológico, já é possível fazer o diagnóstico. A fraqueza facial frequentemente é precedida ou acompanhada por dor na região da orelha. Esta fraqueza costuma se instalar de modo abrupto, podendo progredir em horas ou mesmo em um dia. Pode haver a parali

9 de outubro de 2017

A dor de cabeça (cefaléia) é uma das doenças mais comuns no mundo, ocorrendo em todos os grupos etários. É responsável por 1 a 2% de todas as avaliações em serviços de urgência e por até 4% de todas as visitas a consultórios médicos, envolvendo todas as especialidades.

Embora na maioria das vezes a cefaléia seja uma condição benigna, principalmente quando crônica e recorrente, o início recente de uma dor de cabeça pode ser a primeira ou principal manifestação de doença sistêmica ou intracraniana grave e, portanto, deve sempre ser investigada.

A cefaléia pode assumir diversas formas e é descrita de diversas maneiras pelos pacientes. A dor pulsátil ou latejante com frequência é descrita em pacientes portadores de enxaqueca, mas também pode ser uma característica de cefaléia do tipo tensional, que também ocorre descrições de dores com características de aperto ou pressão. Dor aguda e lancinante (em facadas) sugere uma causa neurítica, como a nevralgia do trigêmeo, por exemplo.

Atualmente existem diversos fatores precipitantes já conhecidos, entretanto, não devemos deixar de ressaltar sua característica particular, ou se

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25 de setembro de 2017

  O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um dos principais transtornos do desenvolvimento infantil com um impacto importante nas esferas do neurodesenvolvimento e nas interações psicossociais. De acordo com estudos epidemiológicos, há uma alta prevalência, assumindo uma estimativa de 3% a 6% das crianças na idade escolar, repercutindo na formação da identidade relacionada ao sentido de competência e autoestima. Em grande parte, o TDAH associa-se a outras questões como as dificuldades de aprendizagem, os transtornos de humor, de ansiedade e vários problemas comportamentais. Isso gera desafios diagnósticos, que só podem ser abordados dentro de uma perspectiva interdisciplinar. Sendo assim, seu diagnóstico, apoia-se na combinação cuidadosa da observação, dos dados da história clínica e das repercussões dos sintomas na vida do indivíduo. Os sintomas de desatenção incluem a desorganização, distração por estímulos irrelevantes, dificuldade em sustentar a atenção por um tempo longo e de alternar o estímulo atentivo entre duas ou mais tarefas, perdas de objetos com frequência, comprometimento em memorizar e, principalmente, em recordar informações já aprendidas. Os sintomas de hiperatividade/impulsividade abrangem a agitação psicomotora, movimentos de

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17 de agosto de 2017

Nos últimos anos, muitos estudos têm sendo realizados para investigar a perda de memória em idosos. Existe uma atenção especial em uma área específica, ainda nebulosa, que se tenta diferenciar qual é o declínio de memória considerado normal para o envelhecimento e qual já pode ser considerado um processo de demência inicial. Estudos com idosos (mais de 60 anos) realizados na América do Norte e Europa mostraram que 11 a 17% já possuíam alterações de memória significativas, apesar de ainda estarem sem prejuízos funcionais, ou seja, realizando suas atividades do dia a dia sem grandes dificuldades.   A chamada memória episódica (memória de longo prazo para eventos recentes) é geralmente a mais precocemente comprometida em processos de demências iniciais. Nestes pacientes, costuma haver a queixa de não saber onde guarda objetos, esquecer compromissos ou de dar recados, podendo haver inclusive ocasiões potencialmente perigosas, como esquecer o fogão ligado. Os familiares relatam que o paciente fica mais repetitivo, pergunta as mesmas coisas e repete as mesmas histórias. Outros fatores, como má qualidade do sono, doenças cerebrais, infecções, estresse, ansiedade, depressão, alimentação inadequada e perda de vitaminas também podem causar alterações e declínios de memória. Desta forma, a

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2 de fevereiro de 2017

Você se sente exausto fisicamente, emocionalmente ou mentalmente? Esses sintomas podem surgir devido o acúmulo de estresse no trabalho e acabar se tornando a síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional. Pessoas que estão sofrendo com Burnout também podem apresentar dores de cabeça, palpitações, tonturas, problemas de sono, dores musculares e até resfriados, por exemplo. Profissionais que trabalham nas áreas de educação, enfermeiros, assistentes sociais, agentes penitenciários, bombeiros, policiais, médicos e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver esse problema. Alguns dos sinais e sintomas que ajudam a identificar se está sofrendo com este problema incluem:

  1. Sentir que nada vai dar certo;
  2. Cansaço físico e mental constante e excessivo;cansacofisicoemental
  3. Falta de vontade para fazer atividades sociais ou estar com outras pessoas;
  4. Dificuldade para se concentrar no trabalho ou tarefas diárias;
  5. Falta de energia para manter hábitos saudáveis, como ir na academia ou ter um sono regular;
  6. Sentimento de que não s

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31 de janeiro de 2017
A dor de cabeça é uma das queixas mais comum nos consultórios médicos. É difícil encontrar alguém que nunca tenha tido, pelo menos, uma vez durante a vida. Existem várias causas para dor de cabeça.

A grande maioria é benigna e causadas por 3 síndromes:

– Enxaqueca (migrânea);
– Cefaléia tensional;
– Cefaléia em salvas.
Entre as causas graves de dor de cabeça, destacam-se: – Tumores cerebrais; – Aneurismas;

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14 de dezembro de 2016

Transtorno de ansiedade: “minha cabeça não desliga”

Conforme o tempo passa, as responsabilidades aumentam. Temos o trabalho, o relacionamento em casa, filhos, contas… uma avalanche de motivos de preocupações. Mas, quando o excesso de preocupação assume o seu dia-a-dia, a sua vida, é neste momento que a ansiedade pode deixar de ser uma aliada, para virar um problema.

Isso mesmo! Inicialmente aliada, a ansiedade faz com que possamos nos mover para melhorar de vida (estudar, trabalhar, estabelecer relacionamentos, etc.) ou para evitar um mal maior (quem nunca mudou de calçada ao vislumbrar um possível assalto, só de sentir um frio na barriga?). Neste sentido, a ansiedade é, sim, uma aliada, pois nos favorece, tanto para progredirmos como pessoas, como para nos proteger de possíveis perigos. Mas, quando a ansiedade pode se tornar um problema?

shutterstock_363225650A ansiedade se transforma em um transtorno quando ela gera prejuízos na vida da pessoa. Um exemplo típico seria o de uma filha que fica preocupada o tempo inteiro com saúde de sua mãe, que é diabética. Esta filha, ao ficar preo

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8 de junho de 2015

Imagine você ao abrir  os  olhos e querer sentar na cama e perceber que novamente não consegue mexer em uma das pernas, apesar de conseguir contrair alguns músculos você sente ela dura e pesada. Essa é a rotina de muitas pessoas que sofrem da sequela de AVE (Acidente Vascular Encefálico).  

Todos os anos há cerca de 1 em 5.000 pessoas sofrem AVE no Brasil e metade ficam com alguma sequela.
Dependendo da região do cérebro afetado, as sequelas são diferentes. Em muitos casos afetam o controle dos músculos de um braço e uma perna do mesmo lado. Como consequência diminui o controle voluntário deles além de aumentar a contração muscular involuntário, deixando eles rígidos e dificultando ainda mais o uso do braço e da perna.

Posted in clínica geral, neurologia by Larissa Garcia
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