pediatria - Clinica Fares

Para que serve a funchicória?

9 de maio de 2018

Funchicória é uma mistura em pó que tem na sua fórmula folhas de chicórea (uma erva), raiz de ruibarbo e flores de funcho. Tem também a sacarina (adoçante artificial), que causa o sabor adocicado ao remédio. Não existe nenhum estudo científico que comprove a eficácia da funchicórea contra as cólicas, mas funciona como um “remédio psicológico aos pais”; a família oferece o remédio para a criança com cólica e fica tranquila, pois há a sensação de que algo já tinha sido feito. O sabor adocicado tira a atenção do bebê da dor para o gosto prazeroso do doce e assim o bebê se acalmava momentaneamente. A funchicória se apresenta em pó fitoterápico, que deve ser dissolvido em água e o bebê sugar a chupeta mergulhada nessa água: Crianças com idade até 1 mês – 1 medida de 4/4 horas.  De 1 mês a 2 meses – 1 medida de 3/3 horas.  De 2 meses a 6 meses – 2 medidas de 4/4 horas.  A medida de referência é a própria tampa do frasco. O conteúdo da medida da tampa deverá ser adicionado em 40 ml de água filtrada e administrado através de uma mamadeira ou embebida na chupeta. Apesar de poder ser tomado sem prescrição médica, é sempre bom ouvir a orientação do médico

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17 de abril de 2018

Quem está prestes a ter o segundo filho ou tem esse planejamento, sempre pensa no mais velho e como será a reação. Por isso, é preciso entender que o ciúmes é inevitável e faz parte do processo de aceitação, ou seja, é um sentimento normal (e esperado) sendo necessária paciência, amor e carinho para lidar com a reação do recém promovido: irmão mais velho. E cada família vai encontrar sua maneira, no entanto, algumas dicas podem contribuir nessa fase:

  • Converse bastante sobre a rotina do bebê e da importância da colaboração do irmão mais velho;
  • Deixe ajudar na decoração do quarto, escolha do nome etc;
  • Não vincule o irmão mais novo à alguém para brincar, pois não é isso que acontecerá no começo;
  • Mantenha a rotina da criança o máximo possível;
  • Reforce a relação com os demais membros da família, pois a mamãe precisará de ajuda e é importante que a criança já se sinta acolhida com outras figuras.
  • Prepare-o para o recebimento de visitas (poucas, tá?) com presentes para o irmão e, se possível, mostre aqueles que recebeu quando nasceu;
  • Faça uma “troca de presentes” entre os irmãos: escolha algo que sabe que ele deseja e diga que o irmã

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10 de abril de 2018

Para quem achava que adolescência estava longe, um belo engano. Ela aparece, de maneira um pouco diferente, entre 1 ano e meio, e 3 anos.

E sua principal causa?

O desenvolvimento normal. É nesse momento que a criança percebe-se como indivíduo, com desejos e opiniões próprias. Quer tomar suas decisões, mas tem dificuldade, pois muitas vezes, não se faz compreendido ou a verbalização é diferente do pensamento (ainda tem pouco vocabulário e memórias).

Como acontece?

A criança passa a ter comportamento opositivo às solicitações dos pais, como se fosse desafiador contrariar. Berra e esperneia diante de qualquer contrariedade, fala não para tudo resistindo à qualquer orientação. Há crianças que demonstram essas características mais intensamente que outras. Quando essas situações acontecem, o ideal é sempre disciplinar a criança após a birra, conversando, nunca usando força física para não haver associação negativa. Mas, e se a criança usar força (bater) quando estiver descontente? Cabe ao adulto contê-la, abaixar em sua altura dizendo entender a braveza, porém reprovando a atitude, fazendo assim uma desconexão entre frustração e agressividade. Por vezes, a criança usa a autoagressão como tentativa de comoç

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3 de abril de 2018

O crescimento/desenvolvimento das crianças é notório. Basta ficarmos um mês sem ver um sobrinho para soltar a fatídica frase “nossa! Como ele cresceu!” Mas vale lembrar que esse crescimento NÃO é linear, havendo momentos em que há uma aceleração de marcos do desenvolvimento (rolar, sentar, engatinhar). É comum nesses momentos, designados de saltos, que podem durar dias à semanas, que o bebê fique mais irritado, mais choroso, com alteração de sono e apetite. Isso acontece, pois eles também estranham suas novas habilidades, o que causa insegurança sobre o que são capazes de fazer. Dessa forma, eles buscam apegar-se em quem confiam, principalmente mães e avós. O ponto crítico desses momentos de salto é a AMAMENTAÇÃO. A criança precisa de mais energia, pois o gasto é maior, então buscam alimentar-se em intervalos menores que os habituais. Dessa forma, muitas mães se perguntam se o seu leite está sendo insuficiente. A resposta é NÃO! Seu bebê apenas está gastando mais e por isso precisa ganhar ainda mais energia. Outro fator que chama a atenção é que aquele bebê que dormia a noite toda, pode passar a ter o sono mais agitado devido à esse excesso de energia. Mas acalmem-se, esses momentos são limita

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29 de março de 2018

A tão esperada festinha de um ano chegou! E com isso novas conquistas e habilidades são adquiridas pelo bebê. É a partir dos 12 meses que seu filho vai começar a se soltar para dar os primeiros passinhos sozinho, sem apoio e então começar a andar. Com esse idade, eles aprendem a comer sozinhos com a colher. Muitas vezes, erram o caminho da boca, derrubam a comida, mas faz parte do aprendizado. Uma criança de 1 ano já deve comer exatamente o que os pais comem, sem alteração na consistência, ou seja, não deve mais amassar, bater ou triturar o alimento. A habilidade motora fina está mais desenvolvida, gostam de atividades de encaixe, de fazer barulho com peças, de pôr e tirar objetos de um lugar para o outro, de arrremessar coisas e já conseguem ficar em atividades mais calmas por alguns minutos. O bebê já entende melhor a separação, então fica mais choroso ao se separar dos pais, e é um bom momento para trabalhar esse distanciamento, ensinando-o a se tornar mais independente. Com 12 meses a fala do bebê passa a ter intenção comunicativa, não tem mais caráter de experimentação, como nas fases anteriores. Começa a onomatopeias e é muito ativo em situações comunicativas, respondendo, com balbucios, em situações de conversação. No decorrer dos 12 aos 18 meses aco

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27 de março de 2018

É a avaliação da gestante pelo médico pediatra, a partir das 32 semanas de gestação (orientação da SBP desde 2014). Esta avaliação é um direito, seja via o SUS – Sistema Único de Saúde, seja via reembolso de convênio. Nesta consulta, o pediatra avalia exames gestacionais, conversa com os pais a respeito da expectativa com a chegada do bebê, o planejamento dos primeiros dias. Neste momento, também, discute-se sobre os fatores emocionais com o nascimento e, fundamentalmente, fala-se sobre as dúvidas trazidas pelos pais. Normalmente, os temas mais abordados são: situações do parto para a mãe e o recém-nascido, amamentação, higiene, sono, informações de internet, “palpites” de amigos/familiares. Muitas vezes, esquecemos durante a gestação, de discutir esses temas corriqueiros, enfrentando algumas dificuldades quando sua criança está nos seus braços, apresentando inúmeras dúvidas e não sabendo a quem recorrer para um melhor direcionamento. A importância dessa consulta é já conhecer o pediatra antes do nascimento, para que a família se identifique com o profissional, crie vínculo, saiba em quem confiar desde os primeiros momentos do bebê. Além disso, caso haja qualquer intercorrência na maternidade, os pais

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21 de março de 2018

Depois de toda a gestação e parto, chegou o momento de curtir o bebê. Além de todos os medos e inseguranças normais dessa fase, os pais pensam: será que meu bebê, tão pequenino, já é capaz de estabelecer alguma forma de comunicação comigo? A resposta é sim. Desde o nascimento, o bebê se comunica, principalmente com os pais, que são as pessoas mais próximas. De acordo com estudos, do nascimento até o primeiro mês de vida, os recém-nascidos são capazes de se comunicarem através do choro, mas nessa fase ainda o choro é igual para tudo, sendo ainda uma resposta biológica a dor e a fome. O bebê é capaz de reagir a sons fortes se assustando, à luz e a voz de seus pais, se acalmando quando escuta a voz da mãe. Nessa fase o bebê já produz vocalizações, mas ainda sem intenção comunicativa e de uma maneira esporádica. O bebê também tem a habilidade de imitar expressões faciais de seus pais e de fazer contato visual quando o rosto dos pais está dentro de seu campo de visão, entre 20/30 cm. Portanto, durante a amamentação (seja ela natural – em seio materno – ou artificial – na mamadeira) o recém-nascido já é capaz de manter contato visual com a mãe, olhando nos olhos dela. Já por volta dos 2/3 meses, o <

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21 de março de 2018

Antes de falar dos 1000 dias, precisamos pensar no período pré- gestacional. Hábitos saudáveis sejam eles alimentares, atividades físicas, abandono de vícios (cigarro, álcool etc) são fundamentais, mesmo que não se planeje uma gestação. Agora, se a gestação está nos seus planos, o cuidado deve ser redobrado, álcool deve ser banido dos hábitos, pois já está comprovado que no início da gravidez todos os órgãos do bebê são suscetíveis aos efeitos do álcool e também porque o sistema nervoso está se formando. A alimentação deve ser o mais in natura possível e o corpo precisa se movimentar. Além disso, para preparar o sistema nervoso da criança, é importante que se inicie o uso de ácido fólico. A saúde do papai também tem que estar “ok”, pois algumas doenças paternas podem influenciar na saúde da criança.

Lá vem a notícia

O bebê vem aí! Caso a programação não tenha acontecido, os 1000 dias ainda estão começando e dá tempo para que a gestação e os anos seguintes sejam saudáveis. Ainda é tempo de modificar a alimentação (prepará-la é uma boa dica) e mexer o corpo – se for na á

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14 de março de 2018

Chamamos de Hipertireoidismo a produção de hormônios em excesso pela tireoide, com aceleração do metabolismo e de todos os sistemas orgânicos. A doença de Graves, causada por anticorpos que estimulam a produção dos hormônios tireoidianos, é a causa mais comum de hipertireoidismo em crianças e adolescentes, contabilizando 96 % dos casos. Pacientes com síndrome de Down apresentam maior risco para doença de Graves. Os sintomas clássicos de hipertireoidismo são:

  • Aumento do tamanho da glândula tireóide (bócio);
  • Tremor fino, perceptível especialmente nas mãos quando se estende os dedos;
  • Olhar fixo, brilhante e com as pálpebras retraídas;
  • Coração acelerado e palpitações;
  • Perda de peso involuntária mesmo com a ingestão de alimentos aumentada;
  • Pele fina, quente e com aumento do suor;
  • Diminuição da força muscular, perceptível principalmente na musculatura proximal, que torna mais difícil subir escadas ou levantar de assentos próximos ao chão;
  • Evacuações frequente e, em alguns casos, diarreia;
  • Orbitopatia, que é a inflamação dos tecidos que envolvem o globo ocular;
  • Aumento da velocidade de crescimento;
  • A

9 de março de 2018

Vamos para mais uma dica de boas práticas na hora da alimentação da criança.

9º mandamento: jamais substitua alimentos que a criança recusa por alimentos que ela gosta

Se a criança descobre uma maneira de fazer o cuidador trocar o alimento oferecido pelo alimento que ela gosta, a tendência é que ela repita esse comportamento. Na tentativa desesperada de que a criança coma, os cuidadores acabam aceitando que ela coma qualquer coisa, desde que coma. Isso é um erro. Nossas atitudes reforçam as atitudes inadequadas das crianças e são nossas atitudes que podem tornar a alimentação infantil adequada. Algumas crianças choram, outras fazem birra, outras param de comer e assim por diante. É importante lembrar que esses comportamentos fazem parte do desenvolvimento infantil e não há maldade ou manipulação nisso. Eles apenas tentam e cabe a nós manter nossas regras com firmeza e carinho com o intuito de educar e não de agradar. Se houver incoerência em nossas atitudes, ficamos reféns daqueles comportamentos que nós mesmos criamos nas crianças. O que fazer: estabeleça as regras, como número de refeições, tipos de alimentos, tempo para as refeições; de preferência tenha um plano alimentar a ser seguido

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