psicologia - Clinica Fares

Janeiro branco: quem cuida da mente, cuida da vida!

17 de janeiro de 2018

Esta campanha é muito importante, pois traz  a tona à discussão das questões emocionais, muitas vezes, menosprezadas e só levadas em consideração em decorrência de problemas secundários. Por via da minha experiência clínica, afirmo que pessoas sofrem pelo apego a ignorância emocional, digo isso, pois minha demanda maior são pacientes que só conseguem ter notícia dos seus problemas mentais/emocionais via adoecimento corporal. Esta campanha visa a prevenção da saúde e foi criada devido aos grandes indícios de má prevenção da saúde e altas taxas de busca por tratamentos. Hoje, vemos um movimento grande pela saúde, seja pelo retorno à alimentação saudável, livre de industrializados ou pela busca de atividades físicas. Temos ainda, o grande crescimento da medicina preventiva, com isso,  essa campanha pretende anunciar a importância de ter notícia das vivências emocionais. Depressão não é falta do que fazer. Em termos populares, as pessoas são preguiçosas, destrambelhadas, esquisitas, cansativas, intensas, perigosas, mentirosas, esquecidas, desligada, indiferentes entre outros adjetivos, nós profissionais da saúde mental, muitas vezes, compreendemos que esses adjetivos vão além de

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15 de janeiro de 2018

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) aproximadamente 450 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alguma doença mental; uma em cada 4 pessoas irá desencadear algum episódio de doença mental ao longo de sua vida. Estima-se que em 2030, a depressão irá ser a principal causa de incapacidade e/ou morte prematura, superando doenças crônicas, como doenças cardiológicas, respiratórias, diabetes, doenças infecciosas, entre outras mais comuns. O termo Saúde Mental foi definida pela OMS, como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalha de forma produtiva, frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere”. Partindo desta definição, podemos dizer que ter saúde mental está vinculado ao bem-estar, à qualidade de vida, capacidade de amar, trabalhar, de se relacionar consigo mesmo e os outros de maneira saudável. A maneira mais eficaz e barata para garantir sua saúde mental se inicia com atitudes voltadas a promoção de saúde e prevenção de doenças.

29 de dezembro de 2017

Adeus ano velho, feliz ano novo! Ano novo, vida nova! Quem nunca terminou ou começou o ano com essas metas?

Todo ano é a mesma história. Muitas vezes, nós, dizemos essas frases, criamos expectativas com o ano vindouro para se organizar, virar a página e começar algo novo cheio de esperança. Junto disso, vêm às anotações em papéis ou blocos de notas com as metas para o decorrer do ano, escritas em listas. Em termos psicológicos não há mal algum em fazer isso. Até porque, organizar nosso interior, nos faz realmente escrever uma página, nos dando motivação e fé.

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25 de outubro de 2017

Infelizmente existem crianças que apresentam uma falta de empatia, demonstrando um comportamento de agressividade hostil, com meta de causar danos ou prejudicar o outro, seja física ou verbalmente. Quando há uma criança causando sofrimento a seu filho, é preciso observar o comportamento do mesmo e conversar com ele para tentar entender o que está passando, conhecer seus sentimentos e em qual contexto ocorre esta interação, para que ele possa se abrir de forma segura. Deve haver também um reforço positivo toda vez que seu filho se abrir, o parabenizando por ter a coragem de contar, pois a maioria das crianças sente medo ou vergonha de expor esta situação. Conversar com o amiguinho numa tentativa de defesa e tentar resolver o problema entre eles tratando-o com respeito e empatia pode funcionar ou não, isso vai depender do amiguinho. Pois deve ser levada em consideração a dinâmica familiar, porque algumas famílias podem ser muito fechadas. Mas se houver uma abertura, os responsáveis também podem conversar entre si para que orientem a criança sobre o comportamento desadaptado que está apresentando na escola e que as ações sofrem consequências que, neste contexto, são negativas. Inclusive se o caso acontecer na escola, é sempre fundamental envolver os professores e coordenadores para que eles possam também ajudar

25 de setembro de 2017

  O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um dos principais transtornos do desenvolvimento infantil com um impacto importante nas esferas do neurodesenvolvimento e nas interações psicossociais. De acordo com estudos epidemiológicos, há uma alta prevalência, assumindo uma estimativa de 3% a 6% das crianças na idade escolar, repercutindo na formação da identidade relacionada ao sentido de competência e autoestima. Em grande parte, o TDAH associa-se a outras questões como as dificuldades de aprendizagem, os transtornos de humor, de ansiedade e vários problemas comportamentais. Isso gera desafios diagnósticos, que só podem ser abordados dentro de uma perspectiva interdisciplinar. Sendo assim, seu diagnóstico, apoia-se na combinação cuidadosa da observação, dos dados da história clínica e das repercussões dos sintomas na vida do indivíduo. Os sintomas de desatenção incluem a desorganização, distração por estímulos irrelevantes, dificuldade em sustentar a atenção por um tempo longo e de alternar o estímulo atentivo entre duas ou mais tarefas, perdas de objetos com frequência, comprometimento em memorizar e, principalmente, em recordar informações já aprendidas. Os sintomas de hiperatividade/impulsividade abrangem a agitação psicomotora, movimentos de

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6 de setembro de 2017

  Quando você sente uma dor de dente vai ao dentista. E quando tem um problema no coração vai ao cardiologista, certo?   Mas, quando tem uma dor na alma, um desconforto emocional, um incômodo onde não se sabe bem o que é e nem mesmo o que está sentindo?   É neste momento que o psicólogo pode ajudá-lo a entender e resolver os conflitos afetivos e emocionais. Ao contrário do que a maioria pensa, ir ao psicólogo não é para louco, até porque “louco” é o indivíduo com perda total ou parcial do contato com a realidade e vive intensamente as fantasias produzidas em sua mentee acredita ser real. Já o paciente que vai ao psicólogo, vive e relata seus desconfortos e conflitos reais.   O trabalho do psicólogo fica ainda mais completo quando percebe o sofrimento do paciente com os sintomas e isso o limita a realizar suas atividades diárias. Nesses caso, há um trabalho conjunto com o psiquiatra e o uso de medicamentos para melhora dos sintomas, utilizados para trabalhar melhorar o comportamento. Quando o paciente percebe o restabelecimento de seus sintomas, consegue pensar de forma mais clara e perceber quais eram os indícios que tanto o afligiam.   Algumas pessoas não vão ao psicólogo por falta dessa informação, outros alegam falta de recurso financeiro e, somado a isso, nossa q

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