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As dores nas juntas e músculos

Dores nas Juntas e Músculos


Mary Betty Stevens, M.D.
Professor of Medicine
The Johns Hopkins School of Medicine, Baltimore, MD

Dores nas juntas e nos músculos são sintomas muito comuns do lúpus erithematoso sistêmico (LES). De fato, 90% das pessoas com lúpus vão experimentar esses sintomas em algum momento durante o curso da doença. Os problemas dos pacientes com inflamações desse tipo são variados. Com freqüência, as dores persistentes nas juntas (artralgia) e nos músculos (mialgia) podem imitar doenças viróticas ou como se fosse uma gripe. Outros podem ter os sintomas característicos da artrite, ou seja, juntas que não ficam apenas doloridas, mas também inchadas, quentes e sensíveis. Outros ainda, com inflamação intensa nos músculos (miosite), podem experimentar uma fraqueza progressiva a perda de resistência aliadas à dores nos músculos.

Essas dores nas juntas e músculos podem ocorrer à qualquer momento durante o curso do LES, ou podem ainda preceder outros sintomas da doença por meses ou anos. Contudo, deve ser enfatizado que embora sejam sintomas comuns do lúpus, o LES é uma causa rara desses sintomas. Por exemplo, as dores nas juntas são causadas com maior freqüência pela ósteoartrite ou pela artrite reumatóide do que pelo LES. Portanto, um diagnóstico de LES deve se basear em uma examinação física completa, um histórico médico detalhado e em resultados de exames de laboratório especializados, em adição a esses sintomas de dores nas juntas e músculos.

Artrite Lúpica

As dores nas juntas da artrite lúpica vêm e vão com freqüência. Crises isoladas podem durar vários dias ou semanas e então cessam, retornando tempos depois. As juntas mais distantes do tronco (ex. dedos, punhos, cotovelos, joelhos, tornozelos) são as mais atingidas, normalmente várias de uma única vez. Rigidez e dores pela manhã, que melhoram no decorrer do dia, são características da artrite lúpica. No final do dia, com o cansaço, as dores voltam. Outra característica da artrite lúpica é que as dores são normalmente simétricas, ou seja, afetam as juntas em ambos os lados do corpo. Portanto, uma única junta inchada e dolorida, mesmo numa pessoa lúpica, tem muitas vezes outras causas. Dores nas costas ou no pescoço não são causadas pela artrite lúpica, uma vez que a espinha não é atacada pelo lúpus.

Diferente da ósteoartrite, a artrite lúpica normalmente não causa deformidades ou destruição das juntas. Essa carência de danos às juntas é observada tanto clinicamente quanto através de raios-X, mesmo após meses com a presença desses sintomas.

Diagnóstico. O padrão das dores nas juntas e o local onde ocorrem são as melhores pistas para determinar se são causadas pelo LES ou não. Os raios X das juntas atacadas de pessoas lúpicas não apresentam nenhuma anormalidade. Um exame do fluido sinovial dentro de uma junta inchada pode ser efetuado para determinar se há uma reação inflamatória de baixo nível. Contudo, esses estudos são usados para excluir outras possíveis causas de dores nas juntas, e não para determinar um diagnóstico de LES. De fato, quando a artrite é o único sintoma do lúpus, o diagnóstico se torna muito difícil, se não impossível. Nesses casos, uma oservação cuidadosa e uma re-avaliação médica assim que outros sintomas do LES evoluem, são essenciais para fazer um diagnóstico de lúpus com precisão.

Exames laboratoriais como o de anticorpos anti-nucleares (ANA) e o teste do fator reumatóide podem ser úteis algumas vezes. Pelo menos 67 porcento das pessoas com artrite reumatóide vão ter um anticorpo (fator reumatóide) no seu sangue. Pelo menos 95 porcento das pessoas com LES apresentam várias outras formas de anticorpos em seu sangue (anticorpos anti-nucleares). Contudo, devemos enfatizar que nenhum desses anticorpos é específico da artrite lúpica ou do LES. Eles ocorrem em cerca de 25 porcento dessas doenças, e em várias outras condições.

Tratamento. Uma das concepções errôneas mais comuns sobre a artrite é a de que não há nenhum tratamento satisfatório disponível. Pelo contrário, existem tratamentos apropriados para as mais variadas formas de artrite que podem retardar os danos às juntas e diminuir as suas dores.

A artrite lúpica é usualmente tratada com medicamentos anti-inflamatórios e não esteróides (ex. aspirina, ibuprofen, naproxen). Esses medicamentos são suficientes na maioria dos casos e normalmente bem tolerados pelo organismo. Entretanto, essa linha de terapia não é efetiva, drogas anti-malária tais como a hidroxicloroquina (Plaquinol) podem ser adicionadas. Corticóides (prednisome) são usados muito raramente, apenas quando as juntas permanecem inchadas e doloridas apesar dos outros tratamentos. Medicamentos citotóxicos (cytotoxic) não devem ser usados para tratar apenas a artrite lúpica. Também é importante que a pessoa conheça procedimentos de proteção das juntas, para estarem aptas a dar o devido descanso a essas mesmas juntas durantes crises da artrite lúpica.

Miosite Lúpica

Ao contrário das juntas, os músculos podem ser seriamente danificados pelo LES. Estes danos podem resultar em fraqueza dos músculos e perda de resistência a menos que um tratamento apropriado seja dado logo no início. Músculos inflamados podem não ficar apenas doloridos, mas também sensíveis ao toque. A fraqueza dos músculos é o sintoma mais comum da miosite lúpica.

Caracteristicamente, os músculos do tronco são afetados (ex. pescoço, pélvis, coxas, ombros e membros superiores). Dores nos pequenos músculos das mãos e falta de firmeza para apertar não são sintomas da miosite lúpica. Contudo, os nervos bem como as fibras musculares podem ser atacadas no processo inflamatório e, ocasionalmente, fraqueza nos punhos e nas mãos ou nos tornozelos e pés podem ocorrer como resultado de danos aos nervos.

Diagnóstico. O diagnóstico de miosite lúpica é relativamente acurado. Existem enzimas (ex. CPK, SGOT, SGPT, aldolase), normalmente concentradas nas fibras musculares que escapam para a corrente sangüínea quandos essa fibras estão sendo danificadas pela inflamação. Assim, os resultados dos exames desses elementos no sangue são anormais na miosite lúpica. Esses exames também podem ser usados para determinar a gravidade do comprometimento dos músculos: quanto mais alto os níveis dessas enzimas no sangue, mais grave é a miosite. Tais exames são, portanto, úteis no diagnóstico e no acompanhamento do curso da doença e na resposta à terapia.

Assim como o eletrocardiograma (EKG) reflete os danos nos músculos cardíacos, o eletromiograma (EMG) pode ser usado para determinar a natureza do dano muscular na miosite lúpica. Quando a inflamação está presente, o EMG mostra uma resposta elétrica característica. Um exame microscópico de uma amostra do tecido muscular (biópsia) também pode ser feito em um músculo dolorido para confirmar a presença da inflamação e para ajudar a identificar a sua gravidade.

Tratamento. Corticóides (prednisona) são necessariamente prescritos para o tratamento da miosite lúpica. Altas doses (50 mg ou mais por dia de prednisona ou equivalente) são dadas inicialmente para suprimir e controlar a inflamação. A dose do esteróide é gradualmente reduzida assim que a inflamação cessa, como determinado pelos sintomas e níveis de enzimas no sangue do paciente. A grande maioria de pessoas com lúpus respondem prontamente ao uso de corticóides. Raramente é necessário o reforço do tratamento com medicamentos imunossupressivos ou citotóxicos.

Uma vez que a fase inflamatória aguda passa, um programa bem dirigido de exercícios deve ser posto em prática para ajudar o paciente a recuperar a resistência muscular normal e suas funções.

As Complicações Músculo-Esqueléticas do Lúpus e seu Tratamento

Corticóides, tomados isoladamente ou em combinação com agentes citotóxicos, são usados para controlar certas manisfestações do lúpus (ex. envolvimento dos órgãos superiores, miosite, anormalidades sangüíneas graves). Tal tratamento, quando requerido em altas e constantes doses, pode algumas vezes acarretar danos aos ossos e fraqueza muscular. Contudo, tais complicações causadas apenas pelos medicamentos são raras, mas são devidas a uma combinação de fatores. Por exemplo, pacientes lúpicos podem ser mais suscetíveis à infecções, incluindo infecções nas juntas, devido ao uso de corticóides e de medicamentos imunossupressivos.

Lúpicos que tomam esteróides por muito períodos prolongados podem desenvolver necrose isquêmica dos ossos (também chamada necrose ascética ou necrose avascular). Esta condição é causada por uma alteração no fluxo sangüíneo em determinada porção do osso, o que causa uma necrose naquela área. Uma vez que o corpo repara essa área, uma fraqueza do osso ocorre e uma porção da superfície desse osso pode entrar em colapso. O quadril, ombros e joelhos são as áreas mais comumente afetadas. O sintoma inicial da necrose isquêmica é uma dor nas juntas quando estas se movimentam ou suportam algum peso. Ao progredir essa situação, as dores também são sentidas mesmo com a pessoa em repouso, especialmente à noite. Eventualmente ocorre uma diminuição no alcance dos movimentos das juntas afetadas. Atualmente não há tratamento para essa condição, mas uma descompressão cirúrgica com agulha parece retardar o processo. Em algumas pessoas com lúpus, uma substiuição completa das juntas se torna necessário para resolver o problema.

Tratamento prolongado com corticóides também pode elevar o risco do paciente desenvolver ósteoporose. Ósteoporose, que é uma diminuição da massa óssea, que o indivíduo está mais sujeito a uma fratura ou a uma compressão de vértebras na espinha. Ósteoporose é um problema comum, especialmente em idosos e pessoas inativas, com lúpus ou não e com o uso de corticóides ou não. As mulheres têm maior propensão a desenvolver a ósteoporose do que os homens porque têm menor massa óssea. O uso de cálcio e vitamina D, como complemento a exercícios regulares, podem ajudar a evitar a osteoporose.

Um programa regular e bem feito de exercícios é importante para evitar a fraqueza muscular em pessoas com miosite lúpica.

 


Fonte:


http://www.geocities.com/TheTropics/6230/juntas_e_musculos.html


 


 



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