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Saiba como agir na fase da “adolescência dos bebês”

10 de abril de 2018

Para quem achava que adolescência estava longe, um belo engano. Ela aparece, de maneira um pouco diferente, entre 1 ano e meio, e 3 anos.

E sua principal causa?

O desenvolvimento normal. É nesse momento que a criança percebe-se como indivíduo, com desejos e opiniões próprias. Quer tomar suas decisões, mas tem dificuldade, pois muitas vezes, não se faz compreendido ou a verbalização é diferente do pensamento (ainda tem pouco vocabulário e memórias).

Como acontece?

A criança passa a ter comportamento opositivo às solicitações dos pais, como se fosse desafiador contrariar. Berra e esperneia diante de qualquer contrariedade, fala não para tudo resistindo à qualquer orientação. Há crianças que demonstram essas características mais intensamente que outras. Quando essas situações acontecem, o ideal é sempre disciplinar a criança após a birra, conversando, nunca usando força física para não haver associação negativa. Mas, e se a criança usar força (bater) quando estiver descontente? Cabe ao adulto contê-la, abaixar em sua altura dizendo entender a braveza, porém reprovando a atitude, fazendo assim uma desconexão entre frustração e agressividade. Por vezes, a criança usa a autoagressão como tentativa de comoç

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5 de abril de 2018

É possível notar que há um aumento recente na incidência de problemas comportamentais e de aprendizagem como um todo em crianças e adolescentes. Isso reflete no aumento do número de queixas escolares e convocação de pais e responsáveis junto às Instituições de ensino. A presença de problemas comportamentais representam alto risco para o baixo rendimento escolar e é um importante alerta para identificação de questões emocionais mal elaboradas e possíveis  transtornos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma em quatro famílias tem pelo menos um membro que sofre de um transtorno mental ou comportamental. A identificação precoce de transtornos mentais e comportamentais é fundamental para melhor direcionamento do tratamento adequado. Na fase escolar, o diagnóstico orienta pais e professores para a melhor prática junto à criança e ao adolescente. Um transtorno ou distúrbio que não é identificado e tratado pode gerar ansiedade na criança, cobranças excessivas por parte dos responsáveis e aumento da incidência de outras psicopatologias associadas, como por exemplo, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Quadros Depressivos, Reação Aguda ao Estresse, entre outras. De modo geral, os problemas de aprendizagem podem impactar na vida soc

29 de março de 2018

A tão esperada festinha de um ano chegou! E com isso novas conquistas e habilidades são adquiridas pelo bebê. É a partir dos 12 meses que seu filho vai começar a se soltar para dar os primeiros passinhos sozinho, sem apoio e então começar a andar. Com esse idade, eles aprendem a comer sozinhos com a colher. Muitas vezes, erram o caminho da boca, derrubam a comida, mas faz parte do aprendizado. Uma criança de 1 ano já deve comer exatamente o que os pais comem, sem alteração na consistência, ou seja, não deve mais amassar, bater ou triturar o alimento. A habilidade motora fina está mais desenvolvida, gostam de atividades de encaixe, de fazer barulho com peças, de pôr e tirar objetos de um lugar para o outro, de arrremessar coisas e já conseguem ficar em atividades mais calmas por alguns minutos. O bebê já entende melhor a separação, então fica mais choroso ao se separar dos pais, e é um bom momento para trabalhar esse distanciamento, ensinando-o a se tornar mais independente. Com 12 meses a fala do bebê passa a ter intenção comunicativa, não tem mais caráter de experimentação, como nas fases anteriores. Começa a onomatopeias e é muito ativo em situações comunicativas, respondendo, com balbucios, em situações de conversação. No decorrer dos 12 aos 18 meses aco

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28 de março de 2018

Todo papai e mamãe espera ansioso  pelos primeiros passinhos e pelas primeiras gracinhas do bebê. É com 9/10 meses que o bebê começa a aprender essas novas habilidades. Nesta fase, o bebê já é capaz de engatinhar e, muitas vezes, de se levantar, ficar em pé com apoio, dar os primeiros passinhos segurando em algo, subir escadas engatinhando e consegue sentar e levantar sem ajuda. O bebê já sabe pôr e tirar objetos de dentro de uma caixa, gosta de dar e pegar as coisas, sabe empilhar, derrubar e  jogar bola. Os sons produzidos pela criança nessa faixa de desenvolvimento são aqueles baseados no idioma falado em casa. Ela já é capaz de apontar para aquilo que deseja e combina os gestos com som. Consegue emitir sons feitos por outras pessoas e imita gestos com “tchau”, “mandar beijo”, “piscar o olho” e entende o não, apesar de, muitas vezes, não obedecer. Lembre-se, essas informações são parâmetros de normalidade padronizado por estudos, mas um desvio muito grande desse padrão necessita de uma avaliação. Caso seu filho seja prematuro, é esperado um atraso nesse padrão, levamos sempre em conta a idade corrigida! Gostou desse texto? Quer saber mais? Então continue nos

27 de março de 2018

É a avaliação da gestante pelo médico pediatra, a partir das 32 semanas de gestação (orientação da SBP desde 2014). Esta avaliação é um direito, seja via o SUS – Sistema Único de Saúde, seja via reembolso de convênio. Nesta consulta, o pediatra avalia exames gestacionais, conversa com os pais a respeito da expectativa com a chegada do bebê, o planejamento dos primeiros dias. Neste momento, também, discute-se sobre os fatores emocionais com o nascimento e, fundamentalmente, fala-se sobre as dúvidas trazidas pelos pais. Normalmente, os temas mais abordados são: situações do parto para a mãe e o recém-nascido, amamentação, higiene, sono, informações de internet, “palpites” de amigos/familiares. Muitas vezes, esquecemos durante a gestação, de discutir esses temas corriqueiros, enfrentando algumas dificuldades quando sua criança está nos seus braços, apresentando inúmeras dúvidas e não sabendo a quem recorrer para um melhor direcionamento. A importância dessa consulta é já conhecer o pediatra antes do nascimento, para que a família se identifique com o profissional, crie vínculo, saiba em quem confiar desde os primeiros momentos do bebê. Além disso, caso haja qualquer intercorrência na maternidade, os pais

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23 de março de 2018

O tempo passou, seu bebezinho está crescendo, está com 6 (seis) meses, agora ele já sabe sentar, já conhece os suquinhos, as frutinhas, as papinhas, já segura os objetos que quer e quando quer, já passa os objetos de uma mão para a outra e já derruba os objetos com intenção. Nessa fase o bebê já entende a inflexão e tons de voz e é capaz de rir ou chorar dependendo da forma como falamos com ele. Quanto à fala, nessa fase há um rápido aumento nas combinações de vogais e consoantes, brincando com os sons que já é capaz de produzir. Até então, o que era uma vocalização vira  balbucio e passa a ter repetição de sílabas, e de sílabas diferenciadas, como “mamapá”. O balbucio é muito importante, pois é o início do desenvolvimento de linguagem oral do bebê. Nessa fase, eles experimentam todos os sons e imitam sons que nós fazemos, por isso brincadeira que exploram sons nessa fase são muito importantes. Com seis meses a criança se interessa muito por cores e texturas, então durante a brincadeira, ofereça muitos objetos os quais ele possa tocar, sentir e seguir com os olhos, colocar na boca e interagir, sempre usando a fala como apoio. Livros com muitas cores e desenhos grandes também são bem vindos nessa fase. Lembre-se, essas informações são parâmetros de normalidade padro

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21 de março de 2018

Depois de toda a gestação e parto, chegou o momento de curtir o bebê. Além de todos os medos e inseguranças normais dessa fase, os pais pensam: será que meu bebê, tão pequenino, já é capaz de estabelecer alguma forma de comunicação comigo? A resposta é sim. Desde o nascimento, o bebê se comunica, principalmente com os pais, que são as pessoas mais próximas. De acordo com estudos, do nascimento até o primeiro mês de vida, os recém-nascidos são capazes de se comunicarem através do choro, mas nessa fase ainda o choro é igual para tudo, sendo ainda uma resposta biológica a dor e a fome. O bebê é capaz de reagir a sons fortes se assustando, à luz e a voz de seus pais, se acalmando quando escuta a voz da mãe. Nessa fase o bebê já produz vocalizações, mas ainda sem intenção comunicativa e de uma maneira esporádica. O bebê também tem a habilidade de imitar expressões faciais de seus pais e de fazer contato visual quando o rosto dos pais está dentro de seu campo de visão, entre 20/30 cm. Portanto, durante a amamentação (seja ela natural – em seio materno – ou artificial – na mamadeira) o recém-nascido já é capaz de manter contato visual com a mãe, olhando nos olhos dela. Já por volta dos 2/3 meses, o <

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19 de março de 2018

Como a linguagem se desenvolve? O que podemos perceber desde o nascimento sobre a linguagem dos nossos pequenos? Ao nascer, eles já são capazes de se comunicar? Quando devo me preocupar se o comportamento linguístico está fora ou não do esperado para a idade? Estas e algumas outras dúvidas são normais ao nos depararmos com um bebê. O comportamento linguístico varia e não existe fórmula mágica para fazermos nossos pequeninos falarem. Porém, alguns estudos conseguem traçar os comportamentos padrões para cada faixa de desenvolvimento, mas veja só, são parâmetros, não necessariamente seu filho tem que estar exatamente igual, mas uma variação muito grande é preocupante. Nessa série de texto irie abordar o desenvolvimento dos pequenos em cada faixa de desenvolvimento e como podemos melhor estimulá-los. Vale lembrar que estar perto, presente e oferecer brinquedos, muitas vezes, não favorece o desenvolvimento. Temos que estar presente de corpo e alma para nossos filhos, interagir, ouvi-los, nos fazer presente e nos conectar com eles. Procure seu fonoaudiólogo de confiança para uma avaliação com sua criança!

15 de março de 2018

Continuando nossa lista dos mandamentos da boa alimentação infantil, vamos ao 10º:

10º mandamento da boa alimentação infantil: Jamais usar alimentos como castigo ou recompensa

A famosa frase “se não comer o brócolis, não vai ter sobremesa” nunca foi tão perigosa. A criança nunca deve ser premiada por fazer aquilo que nada mais é do que sua obrigação social e biológica. Além disso, a sobremesa, quando presente, pelo menos no dia a dia, não deveria passar de uma fruta. E quando a criança se força a comer algo que ela odeia para ganhar algo que ela gosta, estamos apenas ensinando-a a odiar mais o primeiro e valorizar mais o segundo. No futuro, como adulta, não é preciso pensar muito para saber qual será a escolha alimentar espontânea dessa pessoa. O que fazer: defina o cardápio, com opções saudáveis, incluindo a sobremesa, daquela refeição e respeite a aceitação da criança. Não mude a sobremesa conforme a aceitação da criança. Se ela não aceitar aquela refeição, espere a próxima sem culpa e sem preocupação. Dúvidas procure por seu pediatra! Você também pode acompanhar as demais dicas clicando nos links abaixo:

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9 de março de 2018

Vamos para mais uma dica de boas práticas na hora da alimentação da criança.

9º mandamento: jamais substitua alimentos que a criança recusa por alimentos que ela gosta

Se a criança descobre uma maneira de fazer o cuidador trocar o alimento oferecido pelo alimento que ela gosta, a tendência é que ela repita esse comportamento. Na tentativa desesperada de que a criança coma, os cuidadores acabam aceitando que ela coma qualquer coisa, desde que coma. Isso é um erro. Nossas atitudes reforçam as atitudes inadequadas das crianças e são nossas atitudes que podem tornar a alimentação infantil adequada. Algumas crianças choram, outras fazem birra, outras param de comer e assim por diante. É importante lembrar que esses comportamentos fazem parte do desenvolvimento infantil e não há maldade ou manipulação nisso. Eles apenas tentam e cabe a nós manter nossas regras com firmeza e carinho com o intuito de educar e não de agradar. Se houver incoerência em nossas atitudes, ficamos reféns daqueles comportamentos que nós mesmos criamos nas crianças. O que fazer: estabeleça as regras, como número de refeições, tipos de alimentos, tempo para as refeições; de preferência tenha um plano alimentar a ser seguido

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