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Saiba como agir na fase da “adolescência dos bebês”

10 de abril de 2018

Para quem achava que adolescência estava longe, um belo engano. Ela aparece, de maneira um pouco diferente, entre 1 ano e meio, e 3 anos.

E sua principal causa?

O desenvolvimento normal. É nesse momento que a criança percebe-se como indivíduo, com desejos e opiniões próprias. Quer tomar suas decisões, mas tem dificuldade, pois muitas vezes, não se faz compreendido ou a verbalização é diferente do pensamento (ainda tem pouco vocabulário e memórias).

Como acontece?

A criança passa a ter comportamento opositivo às solicitações dos pais, como se fosse desafiador contrariar. Berra e esperneia diante de qualquer contrariedade, fala não para tudo resistindo à qualquer orientação. Há crianças que demonstram essas características mais intensamente que outras. Quando essas situações acontecem, o ideal é sempre disciplinar a criança após a birra, conversando, nunca usando força física para não haver associação negativa. Mas, e se a criança usar força (bater) quando estiver descontente? Cabe ao adulto contê-la, abaixar em sua altura dizendo entender a braveza, porém reprovando a atitude, fazendo assim uma desconexão entre frustração e agressividade. Por vezes, a criança usa a autoagressão como tentativa de comoç

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27 de março de 2018

É a avaliação da gestante pelo médico pediatra, a partir das 32 semanas de gestação (orientação da SBP desde 2014). Esta avaliação é um direito, seja via o SUS – Sistema Único de Saúde, seja via reembolso de convênio. Nesta consulta, o pediatra avalia exames gestacionais, conversa com os pais a respeito da expectativa com a chegada do bebê, o planejamento dos primeiros dias. Neste momento, também, discute-se sobre os fatores emocionais com o nascimento e, fundamentalmente, fala-se sobre as dúvidas trazidas pelos pais. Normalmente, os temas mais abordados são: situações do parto para a mãe e o recém-nascido, amamentação, higiene, sono, informações de internet, “palpites” de amigos/familiares. Muitas vezes, esquecemos durante a gestação, de discutir esses temas corriqueiros, enfrentando algumas dificuldades quando sua criança está nos seus braços, apresentando inúmeras dúvidas e não sabendo a quem recorrer para um melhor direcionamento. A importância dessa consulta é já conhecer o pediatra antes do nascimento, para que a família se identifique com o profissional, crie vínculo, saiba em quem confiar desde os primeiros momentos do bebê. Além disso, caso haja qualquer intercorrência na maternidade, os pais

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21 de março de 2018

Antes de falar dos 1000 dias, precisamos pensar no período pré- gestacional. Hábitos saudáveis sejam eles alimentares, atividades físicas, abandono de vícios (cigarro, álcool etc) são fundamentais, mesmo que não se planeje uma gestação. Agora, se a gestação está nos seus planos, o cuidado deve ser redobrado, álcool deve ser banido dos hábitos, pois já está comprovado que no início da gravidez todos os órgãos do bebê são suscetíveis aos efeitos do álcool e também porque o sistema nervoso está se formando. A alimentação deve ser o mais in natura possível e o corpo precisa se movimentar. Além disso, para preparar o sistema nervoso da criança, é importante que se inicie o uso de ácido fólico. A saúde do papai também tem que estar “ok”, pois algumas doenças paternas podem influenciar na saúde da criança.

Lá vem a notícia

O bebê vem aí! Caso a programação não tenha acontecido, os 1000 dias ainda estão começando e dá tempo para que a gestação e os anos seguintes sejam saudáveis. Ainda é tempo de modificar a alimentação (prepará-la é uma boa dica) e mexer o corpo – se for na á

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15 de março de 2018

Continuando nossa lista dos mandamentos da boa alimentação infantil, vamos ao 10º:

10º mandamento da boa alimentação infantil: Jamais usar alimentos como castigo ou recompensa

A famosa frase “se não comer o brócolis, não vai ter sobremesa” nunca foi tão perigosa. A criança nunca deve ser premiada por fazer aquilo que nada mais é do que sua obrigação social e biológica. Além disso, a sobremesa, quando presente, pelo menos no dia a dia, não deveria passar de uma fruta. E quando a criança se força a comer algo que ela odeia para ganhar algo que ela gosta, estamos apenas ensinando-a a odiar mais o primeiro e valorizar mais o segundo. No futuro, como adulta, não é preciso pensar muito para saber qual será a escolha alimentar espontânea dessa pessoa. O que fazer: defina o cardápio, com opções saudáveis, incluindo a sobremesa, daquela refeição e respeite a aceitação da criança. Não mude a sobremesa conforme a aceitação da criança. Se ela não aceitar aquela refeição, espere a próxima sem culpa e sem preocupação. Dúvidas procure por seu pediatra! Você também pode acompanhar as demais dicas clicando nos links abaixo:

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14 de março de 2018

Chamamos de Hipertireoidismo a produção de hormônios em excesso pela tireoide, com aceleração do metabolismo e de todos os sistemas orgânicos. A doença de Graves, causada por anticorpos que estimulam a produção dos hormônios tireoidianos, é a causa mais comum de hipertireoidismo em crianças e adolescentes, contabilizando 96 % dos casos. Pacientes com síndrome de Down apresentam maior risco para doença de Graves. Os sintomas clássicos de hipertireoidismo são:

  • Aumento do tamanho da glândula tireóide (bócio);
  • Tremor fino, perceptível especialmente nas mãos quando se estende os dedos;
  • Olhar fixo, brilhante e com as pálpebras retraídas;
  • Coração acelerado e palpitações;
  • Perda de peso involuntária mesmo com a ingestão de alimentos aumentada;
  • Pele fina, quente e com aumento do suor;
  • Diminuição da força muscular, perceptível principalmente na musculatura proximal, que torna mais difícil subir escadas ou levantar de assentos próximos ao chão;
  • Evacuações frequente e, em alguns casos, diarreia;
  • Orbitopatia, que é a inflamação dos tecidos que envolvem o globo ocular;
  • Aumento da velocidade de crescimento;
  • A

22 de fevereiro de 2018

Na sequência da lista dos mandamentos da boa alimentação infantil, vamos a mais uma dica!

7º mandamento – Organizar número e tempo para as refeições

Principalmente em situações em que a crianças “não comem”, qualquer oportunidade vira uma tentativa de fazer a criança comer e as ofertas ficam desorganizadas, menos saudáveis e, muitas vezes, excessivas. O que fazer: desde sempre, estabeleça 3 grandes refeições, ou seja, café da manhã, almoço e jantar e 2 lanches (um no meio da manhã e um no meia da tarde). Algumas crianças mantém o hábito de tomar leite antes de dormir e desde que haja escovação correta dos dentes antes de dormir e que essas mamadas não se repitam pela madrugada, esse leite noturno pode ser oferecido sem problemas. Não oferte alimentos entres esses horários estabelecidos. Isso evita que a criança crie o hábito de comer fora de hora de beliscar o tempo todo e de comer sempre que ligar a televisão. Você pode acompanhar as demais dicas clicando nos links abaixo: 1º mandamento da boa alimentação infantil

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10 de fevereiro de 2018

O carnaval está chegando e tem gente que aprende a curtir desde cedo. Mas como se organizar para aproveitar da melhor maneira possível? Em cidades de interior, ainda é comum o carnaval de clube e tem um horário diferenciado para as crianças, não sendo necessária a busca por algo mais direcionado. Em outras cidades, ou até nessas próprias, já temos os bloquinhos de carnaval voltados para crianças, que costumam ser longe da “muvuca” do “carnaval de adultos”, em ambiente mais abertos, com música infantil e muita fantasia (do pequeno ao vovô). Existe uma programação sobre esses blocos em sites de carnaval. E já sabe, saiu com criança tem que ter uma lancheirinha preparada. Leve lanches saudáveis e que você conhece a procedência, como frutas, castanhas e cenourinha. Abuse da água, sempre dando uma parada para “reabastecer”. Também tenha cuidado com a aplicação (e reaplicação) do protetor solar, lembrando que menores de seis meses não podem utilizá-los, apenas proteção de barreira com roupas compridas, porém frescas. Além do uso de ch

1 de fevereiro de 2018

Vamos continuar a lista dos 10 mandamentos da boa alimentação infantil. Agora, é a quarta dica! Acompanhe toda semana.

3 – Oferecer os alimentos com calma e dedicação, mas não por muito tempo

Com a rotina, muitas vezes, sobrecarregada não é incomum que as crianças entrem desde muito cedo na rotina corrida dos adultos. Quando a refeição da criança precisa ser rápida demais, as substituições por alimentos de mais fácil aceitação são comuns e perigosas. Se for demorada demais, a criança lança mão de comportamentos de recusa para se “livrar” mais rápido daquele momento, muitas vezes, estressante.

Dica

Estabeleça cerca de 20 a 30 minutos de refeição. Sendo 20 a 30 minutos para a refeição salgada e 10 minutos para a sobremesa (fruta) se houver. Não desista antes e não ultrapasse esse intervalo. Isso ajuda a não sobrecarregar a criança nem a família com o momento da refeição. A refeição é para ser prazer, um momento de saúde, mas também de convivência, alegria e aprendizado. Qualquer dúvida procure por seu pediatra! Você pode acompanhar as demais dicas clicando nos links abaixo: 1º mandamento d

25 de janeiro de 2018

Na sequência dos 10 mandamentos, vamos continuar com a terceira dica para a alimentação infantil ser saudável e sem stress.

3º Escolher o local adequado para comer

Bebês e crianças pequenas raramente param para comer espontaneamente e a preocupação das famílias em ver o prato vazio é tão grande que qualquer lugar está valendo (carro, sala, quarto, elevador) desde que o bebê aceite tudo. Muitas crianças andam pela sala com os pais atrás, tentando dar alimento. O que fazer: o objetivo a médio e longo prazo é que a criança aprenda a comer sozinha e sentada à mesa. Então é assim que deve ser desde sempre. Se possível, escolha cadeiras que possam ser usadas direto á mesa evitando os cadeirões e evite que a criança saia da mesa para brincar ou fazer outras atividades antes que termine a refeição. Quem dedica tempo nesse início não precisa se preocupar com isso mais tarde. Criamos os 10 mandamentos para uma boa alimentação infantil, não perca as próximas publicações, cada semana, um novo mandamento! Veja o 1º mandamento aqui e o segundo aqui

18 de janeiro de 2018

Dando continuidade aos 10 mandamentos, vamos seguir com a segunda dica para a alimentação infantil ser saudável e sem stress.

2º Não recorrer a distrações

A ansiedade pelo “prato vazio a qualquer custo” leva os pais a apelaram para várias distrações, jogos, celulares, vídeos, telas que ajudam a distrair a criança enquanto sua refeição é “empurrada” muitas vezes em quantidade e qualidade diferentes de suas necessidades. Este é o início do Mindless Eating ou seja, comer sem atenção, fortemente associado à obesidade. Quem não presta atenção ao que come, come mais, não sente sabor e odor; e prejudica a sensação de saciedade. Hoje, o Mindless Eating vem sendo combatido pela tendência “Mindfull” que prega atenção plena às nossas atitudes, incluindo ao comer, ou seja, “Mindfull eating”. É na infância que esse problema deve ser prevenido com uma atitude: desligar as telas durante as refeições.

O que fazer?

Deixe que o bebê interaja com o próprio alimento enquanto come. Podem ser usados pedaços de alimentos inteiros ou amassados para que o bebê sinta textura, odor e sabor ou use uma colher para que ele mexa na comida livremente. A bagunça com a comida é inevitá

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