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18 de novembro de 2019 0

Uma forma fácil e eficaz de entendermos qual a melhor forma de alimentar crianças de até dois anos, é através da Pirâmide Alimentar.

Esta pirâmide, serve para mostrar quais alimentos as crianças devem ingerir em mais ou menos quantidade.

Na Pirâmide Alimentar, na parte da base, estão os alimentos que devem ser os mais consumidos: os carboidratos; na sequência, estão os vegetais e as frutas.

Agora, os que devem ser consumidos em menor quantidade, são: leites e derivados, proteínas (carnes e ovos) e grãos.

E por último, os que devem ser os menos consumidos, são os açúcares e gorduras.

A quantidade de porções recomendadas, pode ser variável, de acordo com a faixa etária da criança. Por exemplo, uma criança de 1 a 3 anos deve comer 5 porções de carboidrato; já uma criança de 6 a 11 meses, apenas 3 porções.

E para ajudar a criança a tenha uma boa alimentação e cresça um adulto saudável, veja agora 10 passos da alimentação infantil baseada na tabela de alimentação da Sociedade Brasileira de Pediatria com as quantidades recomendadas para cada faixa etária.

1 – Ofereça apenas leite materno até os 6 meses!

Até 6 meses, o leite materno é tudo que o bebê precisa. Isso porque, o leite materno tem tudo que o bebê precisa até o 6º mês de vida, incluindo a água. Então dar chás, sucos e água podem prejudicar a sucção do bebê e assim ele irá mamar menos, pois a quantidade desses líquidos, substituem a de leite. Além disso, o consumo desses líquidos pode aumentar as chances de contaminação e causar alguma doença. Os leites maternizados (leites com formulas infantis) só podem ser utilizados em circunstancias especiais e com recomendação do médico pediatra.

2- Aos 6 meses acrescentar outros alimentos

A partir dos 6 meses, vá introduzindo de forma gradual outros alimentos, mas mantenha o leite materno até 2 anos.

Isso porque, a partir dos 6 meses as necessidades nutricionais da criança não maiores do que apenas o leite materno; contudo, ele ainda é uma fonte de calorias e nutrientes, além de proteger de doenças.

A introdução dos alimentos complementares deve ser lenta e gradual. A mãe deve ser informada de que a criança tende a rejeitar as primeiras ofertas do(s) alimentos(s), pois tudo é novo: a colher, a consistência e o sabor

Essa introdução alimentar deve ser gradual e com paciência, pois para a criança tudo é novidade. A partir desse momento, da introdução dos alimentos complementares, o bebê já pode beber água, sempre tratada e filtrada.

3 – Após 6 meses – alimentação complementar

Os alimentos complementares, são basicamente os que estão na mesa dos brasileiros.

Deve-se oferecer os alimentos 3 vezes ao dia. Caso a criança seja desmamada, oferecer 5 vezes ao dia. Alimentos, como, papa de fruta, papa salgada e cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes.

Uma alimentação assim, contribui para o fortalecimento de energia, micronutrientes e proteína da criança, além de prepará-la para a formação de bons hábitos saudáveis para o futuro.

4 – Os horários das refeições devem respeitar o apetite da criança

A alimentação complementar deve seguir de acordo com os horários de fome da criança, mas deve ser feita juntamente da família, sempre respeitando o apetite da criança. Contudo, é importante que haja no mínimo intervalos regulares de refeições de 2 a 3 horas.

Além disso, não se deve oferecer prêmios ou dar castigos para conseguir que a criança coma. Algumas crianças precisam de estímulo para comer e não “força”.

5 – Alimentação complementar espessa

A consistência do alimento complementar deve ser espessa e é importante, quanto mais espessa e consistente melhor, pois tem mais densidade energética para a criança se comparadas a sopas ralas e sucos.

Vale lembrar que a alimentação complementar deve ser sempre espessa e dada com a colher; começa com uma consistência mais pastosa, como as papinhas e purê e depois aumenta a consistência.

Os alimentos devem ser preparados especialmente para as crianças, bem cozidos e com água suficiente para dar para amaciar alimento com o garfo. A partir dos 8 meses alguns alimentos da família, como arroz e feijão podem ser ingeridos pela criança, desde que estejam amassados ou desfiados.

6 – Ofereça alimentos coloridos

Ofereça a criança uma alimentação colorida e variada! Os alimentos são divididos por grupos de acordo com os nutrientes que oferece, por exemplo, no grupo das frutas, mamão tem vitamina A laranja tem vitamina C e kiwi vitamina E.

Sendo assim, todos os dias, os alimentos devem variar no prato com muita cor e grupos de vitaminas diferentes. Oferecer diferentes alimentos

Todos os dias devem ser oferecidos alimentos de todos os grupos e deve-se variar os alimentos dentro de cada grupo. A oferta de diferentes alimentos, durante as refeições, como papas salgadas e frutinhas, garantem o suprimento de nutrientes essenciais para o desenvolvimento da criança.

7 – Estimular consumo de frutas, verduras e legumes

Quando desde pequeno a criança é incentivada a comer frutas, legumes e verduras, ela cresce com hábitos saudáveis e recebe ferro, vitaminas e fibras essenciais para seu desenvolvimento.

Vale lembrar que se a criança recusar o alimento, deve oferecer na próxima refeição, pois em média, pode ser necessário de oito até dez exposições do novo alimento para que a criança aceite.

No primeiro ano de vida, a criança ainda está conhecendo os alimentos, então não é recomendado fazer grandes misturas; e dependendo da textura do alimento, é válido deixar em porções separadas no prato.

8 – Evite guloseimas no primeiro ano de vida

Alguns alimentos, como os enlatados, frituras, balas, açúcar, salgadinhos e demais guloseimas não são saudáveis e podem fazer a criança perder o apetite na hora de comer alimentos nutritivos.

Além disso, alguns desses alimentos contém muitas substâncias artificiais e sal em excesso, que faz mal para criança.

Também, os alimentos não nutritivos, estão ligados, por exemplo, ao excesso de peso, alergias.

9 – Cuidados com a higiene dos alimentos

Cuidar da higiene dos alimentos, tanto na preparação quanto na hora de servir os alimentos evitam a contaminação e doenças, como, por exemplo, a diarreia.

Algumas dicas, são: lavar sempre bem as mãos antes de preparar e servir as refeições, no preparo dos alimentos, usar água filtrada, tratada ou fervida; não dar para criança sobras e manter os alimentos sempre cobertos.

10 – Criança quando está doente

A criança quando está doentinha precisa se alimentar bem para não perder peso e se recuperar rápido. Sendo assim, é importante oferecer a ela alimentos que goste e que sejam saudáveis.

Algumas dicas, são: acompanhar a criança na hora da refeição e ajudar ela se preciso; assim que a criança tiver fome, não faça ela esperar, dê sua refeição; ter muita paciência; não forçar a criança a comer; as refeições devem sempre ser felizes!

Na dúvida, sobre qualquer situação que envolva a saúde do seu filho, agende uma consulta com o pediatra. Clique aqui para agendar!

Dr. Alfredo Ranguel

Pediatra e membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRM 63058