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6 de maio de 2020 0

autismo (Transtorno do Espectro Autista – TEA) o Autismo é uma disfunção neurológica de base orgânica, que afeta a sociabilidade, a linguagem, a capacidade lúdica e a comunicação.

Geralmente, surge na primeira infância, a partir dos 3 anos, mas nem sempre é identificada.

O desenvolvimento da fala, nessas crianças, é lento e anormal, senão ausente, caracterizando-se pela repetição daquilo que é dito por terceiros ou pela substituição das palavras por sons mecânicos.

O objetivo maior da fonoaudiologia no desenvolvimento do indivíduo com Transtorno de Espectro do Autismo é melhorar os sintomas comportamentais, linguagem e comunicação verbal e não verbal.

A intervenção precoce e continua do fonoaudiólogo é de extrema importância para que o quadro evolua satisfatoriamente, no que envolve sua comunicação geral e em especial, para o desenvolvimento de sua linguagem receptiva e expressiva, gestual, oral e escrita, capacitando-o para compreender, realizar atividades e agir sobre o ambiente que o cerca.

Contudo, a principal ideia é aumentar a funcionalidade da comunicação na rotina do paciente – quanto mais interação e frequência de ações comunicativas, como gestos e olhares, melhor.

Assim, proporciona mais experiências comunicativas, o que pode auxiliar na inclusão social e escolar.

Como tratar o autismo?

O tratamento do autismo deve ser multidisciplinar – TERAPIA OCUPACIONAL, FISIOTERAPIA, PSICOLOGIA, NEUROPSICOLOGIA, PSICOPEDAGOGIA, NEUROPSICOPEDAGOGIA – e o papel da fonoaudiologia varia dentro do objetivo do tratamento da criança em relação a doença, já que, cada indivíduo tem suas características e necessidades particulares.

Isto é, envolve diversas especialidades médicas para melhores resultados e cuidados. Além disso, o apoio da família é essencial para ajuda durante o processo de tratamento e melhoras na capacidade da criança.

Qual o papel do fonoaudiólogo no tratamento?

Dentro do tratamento do autismo (processo terapêutico) a fonoaudiologia tem o papel de melhorar os sintomas da linguagem, comportamentais e a comunicação verbal e não verbal.

Entretanto, o tratamento precoce e contínuo com este profissional é importantíssimo para que haja desenvolvimento da linguagem (expressiva, gestual, receptiva, oral e escrita) do paciente, possibilitando-o de realizar atividades, compreender e agir nos diferentes ambientes que está inserido socialmente.

Este processo terapêutico varia de acordo com as características de cada autista. Sendo terapias específicas e individualizadas; tendo como ideia aumentar as intenções comunicativas do paciente, dando a ele mais autonomia e capacidade em suas formas de comunicação; como, por exemplo, trocando os gritos por mecanismos de conversa.

Quais os sinais do autismo na criança?

Dificuldade para se comunicar

A criança prefere o silêncio, repete a pergunta que lhe foi diversas vezes, olha com o canto do olho quando se sente desconfortável e mantém sempre a mesma expressão e não entende gestos e expressões faciais.

Alterações comportamentais

Não tem medo de situações perigosas, aparentemente não sente dor, fica olhando para a mesma direção como se estivesse parado no tempo e fica irritado quando há muitas pessoas ou ambientes barulhentos.

Dificuldade na interação social

Risadas e gargalhadas fora de hora, evita olho no olho mesmo quando a pessoa está a sua frente, não gosta de afetos, brinca sempre com os mesmos brinquedos e prefere brincar sozinho.

Lembre-se, o autista não é uma criança a parte do mundo, e sim uma criança que faz parte do nosso mundo. Se por acaso você tem alguma dúvida sobre o desenvolvimento de seu filho, procure um fonoaudiólogo, ele poderá te ajudar!

Lembramos que, se você tem exames ou consultas que não podem ser deixados para depois, faça. Não deixe sua saúde de lado. E tome todos os cuidados necessários ao sair, combinado? Clique aqui para agendar.

Vivian Pardini Landulfo
Fonoaudióloga e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares
CRFA 13.186