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23 de setembro de 2019 0

A doença de Alzheimer é uma doença que não tem cura e que se agrava ao longo do tempo, porém pode e deve ser tratada. Ela se instala em pessoas mais velhas entre 70 e 80 anos ou menos.

A doença se apresenta como uma demência, ou seja, ocorre uma perda de funções cognitivas, que seria a inteligência de uma maneira geral, como memória, orientação, atenção, linguagem.

Como é o processo do Alzheimer?

O alzheimer começa com a perda da memória recente, a pessoa esquece onde deixou as chaves, se fechou a porta. Posteriormente vai esquecendo coisas mais importantes como o que jantou, ou se jantou. Se perde em locais que sempre andou antes, o nome de familiares próximos.

Nas fases mais avançadas é as pessoas não entendem nada do que se passa, não reconhece as pessoas e passam a se tornar dependentes para tomar banho, se alimentar, se vestir e até mesmo andar.

É muito comum que os sintomas da doença do alzheimer sejam confundidos com o processo normal de envelhecimento, e essa confusão faz com que os familiares atrasem a procura por um especialista.

Diagnóstico do Alzheimer

O diagnóstico é clínico e se dá através da história do paciente, além de teste neuropsicológicos. Exames de sangue e de imagem como a ressonância magnética devem ser realizados para excluir a possibilidade de outras doenças.

Os avanços na medicina tem permitido que o paciente tenha uma sobrevida maior e uma melhor qualidade de vida.  E o objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e permitir que grande parte dos pacientes tenha uma progressão mais lenta da doença.

Na doença de Alzheimer acredita-se que partes dos sintomas sejam decorrentes da diminuição de uma substância chamada acetilcolina no cérebro, e, portanto existem medicações que inibem a degradação dessas substâncias.

As medicações que atuam na acetilcolina e que são utilizadas nos casos de demências leves a moderadas são a rivastigmina, a donepezila e galantamina.

As vantagens e as desvantagens de cada medicação devem ser discutidas com o seu médico.

Além disso, muitas medicações podem ser indicadas para o controle da agitação, agressividade, alterações do sono, depressão, delírios e alucinações.

Na dúvida ou em qualquer sinal de Alzheimer consulte seu médico neurologista de confiança. Agende uma consulta agora mesmo, de maneira rápida e prática!

Dra. Francine Mendonça

Neurologista e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRM 173194