Nódulos na Tireoide
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23 de agosto de 2017 0

A tiroide é uma glândula que fica localizada na região anterior do pescoço e produz dois hormônios: a triodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Esses hormônios são importantes para todas as fases da vida humana, desde a formação e desenvolvimento dos órgãos até o crescimento, reprodução e fertilidade na vida adulta. São eles os responsáveis pela influência dos batimentos cardíacos, do raciocínio e do funcionamento do intestino.

Uma das principais doenças associadas à tiroide são os nódulos (benignos ou malignos), que atingem entre 50% a 60% da população. Os nódulos normalmente são benignos (cerca de 85% a 90%), já os malignos estão na ligados ao histórico familiar de câncer de tiroide, história de radiação na região cervical, presença de adenomegalias (ínguas) na região do pescoço, rouquidão e crescimento rápido do nódulo.

Caso o nódulo tenha raiz cancerígena, é preciso descobrir qual é seu tipo:

Papilífero:  é mais comum, atinge 80% dos casos de nódulos. Normalmente, cresce devagar e na maioria das vezes se espalha para os gânglios do pescoço.

Folicular: pode espalhar para os ossos ou pulmões e é o segundo mais encontrado, além de estar envolvido entre 10 e 15% dos casos de nódulos.

Medular: não é tão comum, está apenas em 5% dos casos e quando não se espalha para além da tiroide, tem 90% de chance de cura. Esse tipo de câncer pode acontecer com outros membros da família, cerca de ¼ dos casos.

Anaplásico:  felizmente, é o tipo de câncer menos comum – acontece entre 1% e 2% dos casos e é o mais agressivo, com chance de 6 a 12 meses de sobrevivência. Atinge mais homens e pessoas acima de 65 anos.

Ou seja, geralmente, o câncer de tiroide não é agressivo e cresce lentamente, e seu tratamento vai depender do tipo e se ele vai espalhar ou não, mas as opções para tratar a doença incluem cirurgia e terapia com iodo radiativo.

O primeiro passo após a descoberta de um nódulo de tiroide é procurar um médico endocrinologista, pois ele vai avaliar como está o funcionamento da tiroide através de exames de sangue, como o TSH, além de realizar o exame clínico para delimitar a consistência do nódulo e presença ou ausência de gânglios aumentados, e pedir exames mais específicos, como a ultrassonografia da glândula e biópsia, por exemplo, se necessário.

 

Elisa Borges Schmidt

Elisa Borges Schmidt
Endocrinologia
CRM 185923