Qual o papel da fonoaudiologia no tratamento de autismo?
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30 de maio de 2018 0

autismo (Transtorno do Espectro Autista – TEA) o Autismo é uma disfunção neurológica de base orgânica, que afeta a sociabilidade, a linguagem, a capacidade lúdica e a comunicação.

Geralmente, surge na primeira infância, a partir dos 3 anos, mas nem sempre é identificada.

O desenvolvimento da fala, nessas crianças, é lento e anormal, senão ausente, caracterizando-se pela repetição daquilo que é dito por terceiros ou pela substituição das palavras por sons mecânicos.

O objetivo maior da fonoaudiologia no desenvolvimento do indivíduo com Transtorno de Espectro do Autismo é melhorar os sintomas comportamentais, linguagem e comunicação verbal e não verbal.

A intervenção precoce e continua do fonoaudiólogo é de extrema importância para que o quadro evolua satisfatoriamente, no que envolve sua comunicação geral e em especial, para o desenvolvimento de sua linguagem receptiva e expressiva, gestual, oral e escrita, capacitando-o para compreender, realizar atividades e agir sobre o ambiente que o cerca.

Contudo, a principal ideia é aumentar a funcionalidade da comunicação na rotina do paciente – quanto mais interação e frequência de ações comunicativas, como gestos e olhares, melhor.

Assim, proporciona mais experiências comunicativas, o que pode auxiliar na inclusão social e escolar.

Como tratar o autismo?

O tratamento do autismo deve ser multidisciplinar – TERAPIA OCUPACIONAL, FISIOTERAPIA, PSICOLOGIA, NEUROPSICOLOGIA, PSICOPEDAGOGIA, NEUROPSICOPEDAGOGIA – e o papel da fonoaudiologia varia dentro do objetivo do tratamento da criança em relação a doença, já que, cada indivíduo tem suas características e necessidades particulares.

Isto é, envolve diversas especialidades médicas para melhores resultados e cuidados. Além disso, o apoio da família é essencial para ajuda durante o processo de tratamento e melhoras na capacidade da criança.

Qual o papel do fonoaudiólogo no tratamento?

Dentro do tratamento do autismo (processo terapêutico) a fonoaudiologia tem o papel de melhorar os sintomas da linguagem, comportamentais e a comunicação verbal e não verbal.

Entretanto, o tratamento precoce e contínuo com este profissional é importantíssimo para que haja desenvolvimento da linguagem (expressiva, gestual, receptiva, oral e escrita) do paciente, possibilitando-o de realizar atividades, compreender e agir nos diferentes ambientes que está inserido socialmente.

Este processo terapêutico varia de acordo com as características de cada autista. Sendo terapias específicas e individualizadas; tendo como ideia aumentar as intenções comunicativas do paciente, dando a ele mais autonomia e capacidade em suas formas de comunicação; como, por exemplo, trocando os gritos por mecanismos de conversa.

Quais os sinais do autismo na criança?

Dificuldade para se comunicar

A criança prefere o silêncio, repete a pergunta que lhe foi diversas vezes, olha com o canto do olho quando se sente desconfortável e mantém sempre a mesma expressão e não entende gestos e expressões faciais.

Alterações comportamentais

Não tem medo de situações perigosas, aparentemente não sente dor, fica olhando para a mesma direção como se estivesse parado no tempo e fica irritado quando há muitas pessoas ou ambientes barulhentos.

Dificuldade na interação social

Risadas e gargalhadas fora de hora, evita olho no olho mesmo quando a pessoa está a sua frente, não gosta de afetos, brinca sempre com os mesmos brinquedos e prefere brincar sozinho.

Lembre-se, o autista não é uma criança a parte do mundo, e sim uma criança que faz parte do nosso mundo. Se por acaso você tem alguma dúvida sobre o desenvolvimento de seu filho, procure um fonoaudiólogo, ele poderá te ajudar!

Vivian Pardini Landulfo
Fonoaudióloga e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares
CRFA 13.186