ÚLCERAS PÉPTICAS
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21 de agosto de 2017 0

As úlceras pépticas são “feridas” que se abrem na parede do estômago ou duodeno. O duodeno é a primeira porção do intestino fino (delgado). As úlceras do estômago são também chamadas de gástricas e as do duodeno de duodenais. Elas se formam devido a um desequilíbrio entre os fatores agressores, predominantes, e os fatores de defesa.

CAUSAS:
As principais causas são: a bactéria chamada de Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios como Aspirina, Diclofenaco, Ibuprofeno etc. Esses agentes provocam uma diminuição dos fatores de proteção da mucosa facilitando os danos causados pelo ácido gástrico e os sucos digestivos. Estima-se que cerca de 70% das úlceras gástricas e 90% das úlceras duodenais sejam causadas pelo H. pylori, o que mostra a importância da detecção dessa bactéria.
Outras doenças que aumentam a produção do ácido gástrico também podem causar úlceras, como por exemplo a Doença de Zollinger-Ellison, mas trata-se de uma condição rara.

úlcerasSINTOMAS:
Os principais sintomas das úlceras pépticas são dores na parte superior do abdome (“boca do estomago”), queimação, náuseas, vômitos e desconforto abdominal. Esses sintomas também são chamados de sintomas dispépticos.

FATORES DE RISCO:
Os principais fatores de risco para a doença ulcerosa péctica são pacientes com mais de 50 anos, história prévia ou familiar de úlcera, tabagismo, uso crônico de anti-inflamatórios e infecção pelo H. pylori.

DIAGNÓSTICO:
A história clínica e o exame físico têm um papel importantíssimo na suspeita diagnóstica da doença ulcerosa péptica, porém o exame que é considerado o padrão ouro para diagnosticar as úlceras é a endoscopia digestiva alta. Esse exame além de promover o diagnóstico por ser capaz de visualizar a mucosa de forma direta, também permite fazer biópsias de lesões suspeitas e realizar o tratamento de possíveis complicações das úlceras. Diante disso, recomendamos a realização desse exame em todo paciente com mais de 50 anos com apresentação de sintomas dispépticos.

COMPLICAÇÕES:
Apesar das úlceras serem afecções benignas elas podem levar a complicações graves e até mesmo fatais. As principais são: sangramentos, perfurações espontâneas e estenose (estreitamento de uma área específica do trato gastrointestinal). Entre estes, os mais temidos são o sangramento e a perfuração.

TRATAMENTO:
O tratamento correto é essencial nas úlceras pépticas uma vez que elas apresentam um risco potencial de complicações e mortalidade. Ele ocorre basicamente em duas etapas: tratar ou controlar o fator causador e fechar o “ferimento”. Existem várias medicações que permitem o fechamento das úlceras, entre eles destacamos os inibidores de bomba de prótons, também chamados de IBP. Essas medicações inibem o mecanismo final de produção do ácido gástrico, diminuindo a agressão. Como exemplo, temos o Omeprazol, Pantoprazol, Lanzoprazol etc. Nas úlceras ocasionadas pelo H. pylori é preciso fazer uso de alguns antibióticos específicos para combater e eliminar a bactéria. Já nas úlceras causadas por anti-inflamatórios estes devem ser suspensos ou diminuídos por um tempo.
Nos dias atuais, raramente se precisa fazer cirurgia para tratar uma úlceraO procedimento fica reservado para os casos de complicações maiores onde a endoscopia não consegue resolver.

Se você apresenta algum dos sintomas descritos acima, principalmente se tem mais de 50 anos ou tem outros fatores predisponentes você deve procurar um dos Gastroenterologistas da Clínica Fares para a realização dos exames e tratamento adequado.

Dr. Túlio Medeiros
Endoscopia
CRM/SP 132218