Poliomielite: compreenda a doença que todos estão preocupados - Clinica Fares Poliomielite: compreenda a doença que todos estão preocupados
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24 de julho de 2018 0

A poliomielite (P.I.) conhecida como paralisia infantil, ameaça o Brasil novamente. No entanto, temos a obrigação de evitar seu retorno e tomar os devidos cuidados, alertar os amigos e familiares, para que isso não aconteça e fiquemos protegidos.

Para que isso seja possível, é interessante entender sobre a doença, e assim, compartilhar essa ideia de proteção.

O que é a poliomielite?

Uma doença viral infecciosa causada pelo poliovírus e atinge, na maioria das vezes, crianças de até quatro anos; não descartando a possibilidade de atingir adultos.

A poliomielite, geralmente, afeta o intestino, mas pode surgir na corrente sanguínea e em alguns casos afetar o sistema nervoso na ponta anterior da medula espinal, de forma, geralmente, assimétrica.

A poliomielite em 1% dos seus casos pode agir nas estruturas do sistema nervoso ao longo do corpo e como consequência haver perda do movimento dos membros inferiores (pernas). Há de se evidenciar que só há comprometimento motor, por isso, muitas vezes, é chamada de DOENÇA DO NEURÔNIO MOTOR.

Em alguns casos, pode atingir músculos respiratórios, sendo letal.

Como acontece a contaminação?

O vírus da poliomielite é transmitido de uma pessoa para outra pessoa por meio de secreções, como da saliva, alimentos, água ou fezes contaminadas.

Quais seus sintomas?

Os sintomas variam com o grau da infecção que pode até ser assintomática, porém, os sinais mais frequentes são:

  • Dor de cabeça
  • Mal-estar
  • Febre
  • Dor no corpo (MIALGIA)
  • Constipação INTESTINAL
  • Rigidez na nuca
  • Meningite
  • Vômitos
  • diarreia

Existe um tratamento específico?

Não existe um tratamento específico, mas podemos lançar mão dos cuidados paliativos e prestar atenção para evitar as suas complicações, como:

  • Repouso absoluto nos primeiros dias de descoberta da doença;
  • Mudança frequente de posição do paciente na cama;
  • Atendimento hospitalar nos casos de paralisia ou alteração respiratória;
  • Acompanhamento fisioterápico, ortopédico e de fonoaudiologia.

A vacinação é a única fonte de prevenção!

A vacina é a única fonte de prevenção da doença e obrigatória para crianças até os cinco anos, mas quem não tomou, pode se vacinar em qualquer idade.

Em bebês a vacina é dada em 5 doses. São três doses com intervalo de dois meses (2, 4 e 6 meses de idade) e o reforço da vacina aos 15 meses e 4 anos de idade.

Vale lembrar que não se deve apenas pensar em se vacinar quando houver surtos, assim evita de se submeter à doença previamente.

A vacina é ofertada pelo Sistema Único de Saúde – SUS, de forma gratuita e disponível durante todo o ano.

Você pode acompanhar o Calendário de Vacinação Nacional e verificar se sua caderneta  ou do seu filho está em dia.

O diagnóstico

O diagnóstico da doença é realizado através de sinais clínico-neurológicos: tetraparesia flácida assimétrica, arreflexia (ausência dos reflexos profundos), a eletroneuromiografia dos 4 membros, onde se encontrará uma polineuropatia – exclusivamente motora assimétrica com fasciculações o que diferencia proximidade da lesão da raiz nervosa medular.

Portanto, em qualquer suspeita, procure por seu médico neurologista de confiança!

Dr. Antônio Morato Leite Neto

Neurologista e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRM 42683