Oftalmologia - Clinica Fares

OFTALMOLOGIA

A oftalmologia é uma especialidade da medicina que estuda e trata as doenças relacionadas à visão, à refração e aos olhos e seus anexos.

Acuidade Visual – Pressão Ocular – Teste de Cores

Cirurgia Refrativa

A cirurgia refrativa é uma cirurgia ocular feita com o objetivo de melhorar o estado refrativo do olho e diminuir ou eliminar o uso de óculos e lentes de contato. Permite a correção dos graus de miopia, astigmatismo e hipermetropia. É um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação. Não há uso de anestesia, bastam algumas gotas de colírio anestésico.

Indicações

A cirurgia é indicada a partir dos 18 anos desde que não haja variação maior que meio grau no período de um ano. Após os 40 anos, deve-se considerar a correção apenas da miopia sendo necessário o uso de óculos para hipermetropia. Há contraindicação no caso de doenças oculares infecciosas como conjuntivite, blefarite, ceratite, úlcera de córnea e ceratocone e em casos de gravidez.

Tratamento

Há duas técnicas cirúrgicas para a Refrativa: LASIK e PRK. Na técnica de LASIK o cirurgião usa um aparelho especial com lâmina de corte para confeccionar um flap na córnea. O flap é uma aba da córnea que fica solta enquanto uma pequena parte continua presa na córnea. Essa aba é levantada pelo cirurgião e o laser é aplicado na parte interna da córnea abaixo do flap. Na técnica de PRK não precisa fazer o flap. O cirurgião usa uma escova própria ou espátula para retirar apenas as camadas mais superficiais da córnea. O laser, então, é aplicado diretamente sobre a córnea. A escolha da técnica depende de avaliação feita pelo médico oftalmologista, pois alguns pacientes podem responder melhor a determinado procedimento.

Pré e pós

Na LASIK não há o uso de lente de contatos no pós-operatório. Na PRK é preciso usar lentes de contatos por 5 a 7 dias. O tempo de recuperação visual na LASIK é geralmente de 2 dias a uma semana. No PRK é de geralmente uma a 6 semanas. No dia da cirurgia o ideal é fazer uma refeição leve e tomar todos os medicamentos que eventualmente forem prescritos como antibióticos. Nada de maquiagem nos olhos ou acessório volumoso no cabelo para não interferir no posicionamento de sua cabeça.

Catarata

A catarata é definida como qualquer opacificação do cristalino que atrapalhe a entrada de luz nos olhos, acarretando diminuição da visão. As alterações podem levar desde pequenas distorções visuais até a cegueira. A catarata pode ser congênita (presente no nascimento), a secundária (aparece secundariamente por causa de fatores como uveítes, tumores malignos intraoculares, glaucoma ou descolamento de retina, por exemplo) e a catarata senil (relacionadas à idade).

Indicações

Aproximadamente 85% das cataratas são classificadas como senis com maior incidência na população acima de 50 anos. Nesses casos, não é considerada uma doença, mas sim um processo normal de envelhecimento. Com a moderna técnica da cirurgia da catarata não é necessário mis esperar que a catarata “amadureça” como se afirmava antes. A doença pode levar anos para se desenvolver e o momento de remover é quando a pessoa nota que a qualidade de vida é prejudicada como dificuldade à leitura, trabalhos manuais, em dirigir, assistir a TV, cinema etc.

Tratamento

O tratamento clínico, como prescrição de óculos, tem efeito transitório. O tratamento farmacológico é utilizado em alguns países da Europa e por alguns oftalmologistas brasileiros. Entretanto não há efetividade comprovada. A correção cirúrgica é a única opção para recuperação da capacidade visual do portador de catarata senil.

Pré e pós

A cirurgia da catarata atualmente é feita rotineiramente com anestesia local de forma ambulatorial, ou seja, sem precisar de internação. A recuperação visual após a cirurgia da catarata é relativamente rápida. Uma semana após a cirurgia a visão já costuma estar melhor do que antes da operação. A visão estabiliza por volta de 4 semanas após a cirurgia quando então serão provavelmente receitados óculos se for o caso.

Pterígio

Também conhecida “como carne no olho”, o pterígio é uma lesão que cresce sobre a córnea e que pode se manter pequena ou crescer podendo até interferir na visão. O pterígio se localiza com mais frequência sobre o ângulo nasal do olho, mas também pode aparecer no ângulo externo.

Indicações

Quem trabalha ao ar livre ou está exposto ao sol, vento e poeira têm mais chance de desenvolver o pterígio. A doença é mais frequente em pessoas que passam muito tempo ao ar livre em especial durante o verão. A exposição prolongada à luz solar, sobretudo aos raios ultravioletas, e a irritação crônica do olho devido a condições ambientais secas e poeira parecem desempenhar um papel importante no surgimento da doença.

Tratamento

A única forma de tratamento da doença, seja qual for o grau em que se encontra, é o procedimento cirúrgico que, dependendo da técnica, poderá impedir a reincidência. Mas o pterígio pode voltar a ocorrer naqueles que fazem a cirurgia e que se submetem à exposição solar excessiva e ainda em quem não utiliza adequadamente os medicamentos após o procedimento.

Pré e pós

O pré e o pós-operatório exigem os procedimentos normais como qualquer outra cirurgia. O tempo de recuperação dos pacientes é curto tanto que a pessoa precisa apenas de cinco dias de afastamento do trabalho. Mas, para isso, é necessário que o paciente siga corretamente as recomendações médicas.]

Xantelasma

Xantelasma é o acúmulo de gordura nas pálpebras. É caracterizado por placas amarelo-alaranjadas alongadas e macias geralmente próximas ao canto interno dos olhos que variam de 2 a 30 mm de comprimento. Podem estar relacionados com alterações dos lipídeos sanguíneos, mas também podem ser decorrentes apenas de alterações locais do metabolismo das gorduras.

Indicações

O problema é encontrado frequentemente em pacientes de meia-idade e ocorre mais em mulheres que apresentam distúrbios hepáticos ou biliares.

Tratamento

O principal tratamento é a remoção cirúrgica das lesões cutâneas. A cicatriz resultante da cirurgia depende da localização do xanteloma. Sugerimos que a pessoa que vá realizar a plástica das pálpebras sempre seja avaliada por um clínico geral de confiança para elucidar a causa do xantelasma porque ela pode denotar, entre outras razões, a insuficiência do fígado (que é a dificuldade para metabolizar lipídios).

Pré e pós

A recuperação da cirurgia depende da complexidade da mesma e de fatores individuais. De forma geral, o paciente fica em repouso absoluto por pelo menos 2 dias e, aos poucos, à medida em que se recupera da plástica das pálpebras, pode retorna lentamente às suas atividades normais. A cabeça deverá ser mantida sempre elevada por pelo menos 5-7 dias para ajudar a diminuir o inchaço. Alguns cuidados específicos podem envolver o uso de colírio, óculos escuros, chapéus e compressas com solução de soro fisiológico. Além disso, deve-se evitar esforços por pelo menos 2 semanas.

Blefaroplastia

É a cirurgia para a correção de deformidades das pálpebras que, geralmente, são deformidades adquiridas com o envelhecimento facial, pela perda da elasticidade da pele (ritidose ou rugas), por causa da queda dos tecidos (como pele, músculos, gordura) ou também podem ser anomalias do crescimento, deformidades adquiridas por traumatismo ou outras doenças.

Indicações

O diagnóstico é feito pelo médico com base nas queixas específicas do paciente. Nesses casos, somente o exame clínico já é suficiente para chegarmos a uma conclusão. Mas é importante ressaltar que, em alguns casos, há a necessidade de uma avaliação da visão feita por um oftalmologista com o objetivo de definir alterações do campo visual, além de excluir outros problemas associados. Também é importante observar que, em muitos casos, a alteração que motiva a consulta, embora pareça, não é apenas na pálpebra. É bem comum que a sobrancelha também esteja “caída” fazendo com que a deformidade palpebral pareça maior. Nesses casos é importante tratar ambas as regiões para a correta solução do problema.

Tratamento

Como em toda a cirurgia estética, a indicação de tratamento deve partir da vontade do próprio paciente, ou seja, o tratamento das deformidades estéticas só deve ser feito por auto indicação. O papel do cirurgião plástico é explicar se os anseios do paciente são reais e que tipo de tratamento é mais indicado para o caso, além de mostrar que esse é um tratamento médico com todas as suas características, limitações e riscos. Uma avaliação clínica e laboratorial pré-operatória é fundamental para estabelecer se o paciente está em boas condições para se submeter ao procedimento.

Pré e pós

O paciente fica com um pequeno curativo (um esparadrapo de papel nos pontos) que são retirados de 4 a 6 dias. Os cuidados pós-operatórios variam de acordo a magnitude dos procedimentos efetuados. Sempre haverá um inchaço maior nos primeiros 2 dias que gradativamente irá diminuir. Em geral, 7 a 10 dias é o tempo suficiente para o paciente retornar às suas atividades normais. É importante dizer que as alterações de cicatrização e acomodação dos tecidos em seu novo local seguem por mais algum tempo e que pelo menos 3 meses são necessários para se observar o resultado final.

Cirurgia (Injeção) de Avastin

O Avastin é um antiangiogênico (ou seja, impede a formação de novos vasos sanguíneos doentes) que bloqueia a neovascularização intraocular, que é o surgimento de vasos sanguíneos dentro do olho capazes de provocar a perda da visão.

Indicações

O tratamento é indicado para pacientes com degeneração macular relacionada à idade, oclusão venosa da retina, retinopatia diabética com edema de mácula, retinopatia diabética com proliferação neovascular e outros edemas maculares.

Tratamento

A melhora da acuidade visual não é o objetivo principal, devendo-se pensar na estabilização do quadro, evitando maiores perdas. Também podem ser aplicadas antes da vitrectomia (técnica cirúrgica de remoção do corpo vítreo) para diminuir os riscos de complicações. O procedimento é rápido e indolor. O Avastin é aplicado no vítreo (gel que preenche o olho) por uma injeção através da esclera (parte branca do olho). A anestesia é através do uso de colírio e não requer uso de curativo.

Pré e pós

O paciente volta às suas atividades normais logo após a injeção e deve repetir os exames de retinografia e angiofluoresceinografia em 5 semanas.

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