Como solucionar conflitos entre crianças
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25 de outubro de 2017 0

Infelizmente existem crianças que apresentam uma falta de empatia, demonstrando um comportamento de agressividade hostil, com meta de causar danos ou prejudicar o outro, seja física ou verbalmente.

Quando há uma criança causando sofrimento a seu filho, é preciso observar o comportamento do mesmo e conversar com ele para tentar entender o que está passando, conhecer seus sentimentos e em qual contexto ocorre esta interação, para que ele possa se abrir de forma segura.

Deve haver também um reforço positivo toda vez que seu filho se abrir, o parabenizando por ter a coragem de contar, pois a maioria das crianças sente medo ou vergonha de expor esta situação.

Conversar com o amiguinho numa tentativa de defesa e tentar resolver o problema entre eles tratando-o com respeito e empatia pode funcionar ou não, isso vai depender do amiguinho.

Pois deve ser levada em consideração a dinâmica familiar, porque algumas famílias podem ser muito fechadas.

Mas se houver uma abertura, os responsáveis também podem conversar entre si para que orientem a criança sobre o comportamento desadaptado que está apresentando na escola e que as ações sofrem consequências que, neste contexto, são negativas.

Inclusive se o caso acontecer na escola, é sempre fundamental envolver os professores e coordenadores para que eles possam também ajudar na intervenção quanto a esse tipo de comportamento.

A criança deve saber que o corpo docente pode ser usado como apoio até para ter a segurança de informar aos educadores o que está acontecendo para que tenha algum suporte da parte deles.

Contudo, vale ressaltar a importância de perceber os sinais que o filho pode dar de que os problemas com o amigo estão realmente afetando, causando sofrimento, até porque muitas vezes uma criança não fala com palavras e sim demonstra em seu comportamento que algo está errado.

Alguns sinais englobam irritabilidade, choro fácil, mudança repentina de humor, frequentemente não tem apetite, têm dores de cabeça e de estômago, resistem a ir a esses locais em que está sofrendo bullying e qualquer comportamento diferente do habitual, como, por exemplo, roubar ou pedir dinheiro extra, agir de forma agressiva sendo que não é o perfil, entre outras condutas que podem e devem ser tratadas com atenção e cuidado.

Mas como ajudar o filho a lidar com esse tipo de conflito? O diálogo sempre é a melhor forma de mediar. É preciso sempre esclarecer que existem vários tipos de pessoas que se comportam de uma maneira inadequada e, por pior que seja, isso é algo real.

É necessário ensinar seu filho que não deve dar muita importância aos dizeres dessa criança maldosa, pois são comentários cruéis e não se referem ao que ela é.

Entender e acolher os sentimentos da criança é um grande reforçador, além disso, nunca deve ser desconfirmado qualquer sentimento exposto achando que é exagero, frescura ou que não faz sentido aquela emoção.

Também não deve ser incentivado um comportamento espelho, mas sim buscar outros caminhos de lidar, juntamente com a criança, buscando possíveis respostas que levam a resolver o conflito avaliando as vantagens e desvantagens das respostas disponíveis, sua eficácia e as prováveis consequências desta, e, posteriormente, é selecionada aquela que se considera melhor para aquela situação, lembrando que deve sempre respeitar os limites da criança.

Qualquer dúvida sobre este conflito, procure um psicólogo/neuropsicólogo para melhor lhe ajudar.

 

Dra. Stephanie Toledo Piza Maurano

Psicóloga/neuropsicologa

CRP 130745