Criança na escola e problemas comportamentais - Clinica Fares
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8 de agosto de 2018 0

Problemas comportamentais representam alto risco para o baixo rendimento escolar e é um importante alerta de questões emocionais mal elaboradas e possíveis transtornos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, (OMS), uma em quatro famílias tem pelo menos um membro que sofre de um transtorno mental ou comportamental.

A identificação é fundamental para melhor direcionamento do tratamento. Na fase escolar, o diagnóstico orienta pais e professores para a melhor prática junto à crianças e adolescentes.

Um transtorno ou distúrbio que não é identificado e tratado pode gerar cobranças excessivas por parte dos responsáveis e aumento da incidência de outras psicopatologias associadas, como, por exemplo, Transtorno de Ansiedade, Quadros Depressivos, Reação Aguda ao Estresse, entre outras.

Os problemas de aprendizagem podem impactar na vida social da criança e do adolescente, uma vez que, frequentemente existe o isolamento por parte dos colegas e, por vezes, da própria criança que não sabe lidar com suas emoções diante da rejeição.

Esse aspecto pode influenciar a vida adulta do indivíduo de uma forma extremamente negativa.

O papel dos professores e tutores é essencial a medida que a fragilidade existente, muitas vezes, é intensificada pelo comportamento dos colegas e de alguns profissionais que, sem entenderem as limitações do indivíduo, expressam sua impaciência e aumentam a cobrança acima daquilo que eles não conseguem responder.

Em alguns casos a dificuldade se apresenta como consequência de problemas familiares. É preciso que haja um tratamento profundo com a família e envolvidos, pois, muitas vezes, a criança é a porta voz da disfuncionalidade no lar.

Deve ter por parte de todos os envolvidos o incentivo à construção da autoestima e autoconfiança da criança, que precisa reconhecer seus potenciais e fragilidades como algo natural.

O tratamento varia de acordo com o diagnóstico e conta, geralmente, com processo de psicoterapia, acompanhamento neurológico e, algumas vezes, psiquiátrico. Com o suporte necessário, o jovem pode aprender a lidar com suas fraquezas.

Na dúvida, procure um psicólogo para te orientar!

Dra. Andréia Aparecida Bento

Psicóloga e especialista em audição e Membro do corpo clínico da Clínica Fares

CRP: 06/105323