O que é síndrome de Estocolmo?
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25 de maio de 2018 0

Quando assistimos a contos de fadas, muitas vezes, as histórias estão falando da vida real de maneira fantasiosa e mágica. Nesse sentido, o que a história da “Bela e a Fera” tem a ver com a do Síndrome de Estocolmo?

No clássico, a mocinha é aprisionada pelo “vilão”, porém no decorrer da trama se apaixona por ele e torna possível que o feitiço seja desfeito e, então, ele volte a ser um príncipe.

Na vida real, a (o) prisioneira(o) não descobre que a “fera” tem um coração bom e se torna um príncipe no final da história, pelo contrário, a “fera” humana é uma pessoa ruim, com ideais maldosos.

Acontece que, esta síndrome é caracterizada por um estado psicológico particular em que a vítima, submetida a um tempo prolongado de intimidação cria afeto por seu agressor.

Pequenos gestos gentis são significativamente aumentados de maneira inconsciente como parte integrante do mecanismo de defesa da vítima, que nesse processo resguarda seu sofrimento e consegue se proteger do estado agudo de estresse físico e emocional.

Um caso marcante do problema foi com a norte-americana Patty Hearst herdeira milionária de 19 anos que na década de 70 foi sequestrada pelo Symbionese Liberation Army (SLA).

A princípio, tudo foi conturbador, no entanto, dois meses depois, ela foi pega ajudando os criminosos a assaltarem um banco.

As vítimas com síndrome de Estocolmo, após o episódio necessitam de apoio psicológico, inclusive, a família também pode precisar desse acompanhamento após o período de pressão.

A síndrome do Estocolmo pode ser desenvolvida tanto em casos de sequestro, como em cenários de guerras, campos de concentração, prisões domiciliares e também, agressões domésticas, por isso, muitas vezes, os parceiros agredidos continuam amando seus cônjuges e os defendendo.

Em casos de sequestros, independente da situação, é necessário o trabalho dos profissionais de segurança pública e outros profissionais preparados para lidar com esse tipo de situação.

É importante que estejamos sempre atentos ao nosso redor e ao cenário que estamos envolvidos, nos questionando se o meu momento atual reflete a saúde física e emocional que almejamos.

Na dúvida procure por seu psicólogo!

Dra. Andréia Aparecida Bento

Psicóloga e Membro do Corpo Clínico da Clínica Fares

CRP: 06/105323