Setembro amarelo: importância da prevenção - Clinica Fares Setembro amarelo: importância da prevenção
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11 de setembro de 2018 0

Com ideia de prevenção e redução dos casos de suicídio, a campanha deste mês é fruto de uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, junto do Conselho Federal de Medicina – CFM (2014).

O Setembro Amarelo reúne grandes vozes da sociedade, núcleos, federadas e associados, todos em prol da prevenção do registro de quase 12 mil suicídios anualmente no Brasil, a maioria jovem.

Aproximadamente, 96,8% desses casos estão ligados a transtornos mentais, sendo a maioria: depressão, transtorno de bipolaridade e abuso de substâncias.

Para contribuir com a prevenção, listamos os 10 sinais que merecem atenção e estão no Portal da Campanha Setembro Amarelo.

Transtornos mentais

Pessoas que são acometidas por depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno de personalidade e transtornos ligados ao uso de drogas (álcool, cigarro, crack, cocaína etc) fazem parte do grupo que merecem cuidados. Na identificação, desses problemas, é importante procurar um psiquiatra para prevenção.

Histórico pessoal

Quem realiza este ato é porque já tentou cinco ou seis vezes antes.

Ideação suicida

Comentários que demonstrem desespero, como “eu não queria viver”, merecem atenção.

Fatores estressores crônicos e recentes

Situações de estresse significativo, como separação de casal, partida de um ente querido, perda de emprego, também podem ocasionar pensamentos suicidas.

Organizar detalhes e fazer despedidas

É preciso se atentar as mensagens de despedida, como recado nas redes sociais, doação de objetos importantes, além de visitas que terminam com frases como “adeus”ou “foi bom te conhecer”.

Meios acessíveis

Locais altos, quantidade excessiva de medicamentos e acesso a armas de fogo, facilitam o ato.

Impulsividade

Muitas vezes o suicídio parte de algum evento negativo e o impulso pode levar a esse ato. Inclusive, pode se acentuar com abuso de substâncias.

Eventos adversos na infância e na adolescência

Ter sofrido abuso psicológico, sexual ou físico e falta de apoio social pode ser uma das causas.

Motivos aparentes ou ocultos

Alguns pensamentos negativos podem ser indícios, como “quero acabar com a dor”.

Presença de outras doenças

Algumas doenças, como as crônicas, podem contribuir para o pensamento suicida. Um acompanhamento da saúde mental é essencial.

Se você conhece alguém que apresente estes sinais, é importante ajudá-lo em encaminhar a um especialista.

Fonte: www.campanhasetembroamarelo.com.br

Colaboração:

Dr. Enrique José Ortellado Rosty

Psiquiatra  e Membro do corpo clínico da Clínica Fares

CRM 142186